Vítimas de brechó de artigos de luxo levaram calotes de R$ 45 mil; casal revendia itens e não pagava, diz delegado
Donos de brechó virtual denunciados pelo Fantástico há um ano foram presos depois de uma denúncia feita no Piauí
Três mulheres piauienses foram vítimas do casal Francine Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, dono do brechó de artigos de luxo Desapega Legal e preso em São Paulo suspeito de dar calotes de quase R$ 20 milhões. Uma delas vendeu uma bolsa avaliada em R$ 35 mil e nunca recebeu o dinheiro.
Segundo o delegado Humberto Mácola, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Piauí, duas vítimas procuraram a polícia antes da mulher que sofreu um golpe na compra de uma bolsa de R$ 8 mil. A denúncia foi feita entre agosto e setembro de 2025 e revelada pelo Fantástico no domingo (1º).
Os primeiros casos aconteceram entre novembro e dezembro de 2024. Em Bom Jesus (PI), uma mulher que já tinha vendido bolsas de luxo para o brechó negociou a venda de outra bolsa, de R$ 35 mil.
"Eles [o casal] ficaram de realizar o pagamento depois de 30 dias. Esse tempo é de praxe porque, como se trata de um bazar, eles se comprometem a encontrar um comprador para o item. A vítima relatou que a bolsa foi vendida para uma terceira pessoa, mas o valor dela não foi repassado", explicou o delegado ao g1.
No mesmo período, em Uruçuí (PI), outra mulher encontrou a página do Desapega Legal no Instagram e vendeu uma bolsa de R$ 15 mil. Os responsáveis pelo brechó aplicaram o mesmo golpe: revenderam o item a um comprador e não pagaram a dona original.
De acordo com o delegado, Francine e Filipe criaram uma carteira de clientes muito grande e aplicavam golpes semelhantes em vários estados.
"Os bens deles foram bloqueados pela Justiça, então os valores que estão nas contas deles podem ser repassados às vítimas. Basta que elas solicitem, por meio de advogados, ao juiz do caso para receber essas quantias como terceiros de boa-fé (quem adquire bens sem saber de irregularidades)", orientou Humberto.
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