Veja comparativo entre terremotos do Japão, nesta terça, e da Venezuela, há um mês
Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão
O forte terremoto que atingiu nesta terça-feira (28) o Japão teve semelhanças com o tremor que atingiu a Venezuela há um mês, em termos de magnitude e profundidade. O rastro de destruição, no entanto, foi maior no caso venezuelano.
Veja, abaixo, pontos de comparação entre os dois tremores:
Magnitude
Japão: um único tremor de magnitude 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA)
Venezuela: 7,2 no primeiro tremor e 7,5 no segundo — 39 segundos depois, por um tremor principal de magnitude 7,5, o mais forte no país desde 1900.
Profundidade
Japão: 10 km
Venezuela: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo, o mais devastador.
Epicentro: em terra ou no mar
Japão: epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.
Venezuela: epicentros em terra, no estado de Yaracuy (a cerca de 20 km a leste-sudeste de Yumare e 23 km de San Felipe), mas na região centro-norte próxima à costa; os maiores danos ocorreram no estado litorâneo de La Guaira.
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Infraestrutura atingida
Japão: desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima; queda de uma chaminé na fábrica de papel Nippon Paper, em Yatsushiro; danos nas muralhas do Castelo de Kumamoto; pontes desabadas, estradas rachadas, um trem descarrilado, incêndios e cerca de 45 mil a 48 mil imóveis sem energia. Trens-bala (Shinkansen) foram suspensos e o aeroporto de Aso Kumamoto, fechado. As usinas nucleares não registraram anomalias.
Venezuela: 856 edifícios danificados, sendo 190 em colapso total; o Aeroporto Internacional Simón Bolívar (Maiquetía) foi danificado e fechado; pontes, estradas, energia, água e telecomunicações comprometidas, além de 38 hospitais afetados. Estimativas de perdas econômicas variam de US$ 6,7 bilhões a US$ 37 bilhões.
Número de mortos
Japão: balanço ainda preliminar, com pelo menos 2 mortes confirmadas; a polícia relata um "número considerável" de vítimas no shopping Aeon Mall, ainda não oficializado.
Venezuela: mais de 5 mil mortos (5.069 confirmados em balanço oficial, número que seguiu subindo com o avanço das buscas).
Número de feridos
Japão: ao menos 50 pessoas hospitalizadas nas primeiras horas; a Wikipédia já contabiliza mais de 330 feridos.
Venezuela: 16.740 feridos, segundo o balanço oficial.
Número de desaparecidos
Japão: entre 34 e 44 pessoas dadas como desaparecidas, incluindo de 20 a 30 trabalhadores do shopping.
Venezuela: as autoridades evitam divulgar um número oficial, mas a ONU estima que possam chegar a 50 mil.
Preparação de cada país para terremotos
Japão: referência mundial em prevenção. O país tem códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta precoce, simulados frequentes e resposta governamental imediata — nesta terça, uma força-tarefa foi montada e cerca de 3.600 militares mobilizados, com 300 mil pessoas orientadas a buscar abrigos. É justamente esse preparo que explica por que um tremor de 7,1 e raso resultou, até agora, em poucas mortes.
Venezuela: o cenário é oposto. Muitos prédios em La Guaira e Caracas não foram construídos segundo normas sísmicas modernas, o que provocou colapsos generalizados. A resposta do governo foi criticada como lenta e ineficiente, e famílias chegaram a buscar vítimas nos escombros com as próprias mãos, por falta de maquinário pesado.FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/28/veja-comparativo-entre-terremotos-do-japao-nesta-terca-e-da-venezuela-ha-um-mes.ghtml