Valdemar é suspeito de desvio R$ 119 milhões em emendas e de associação criminosa, aponta PF

  • 10/07/2026
(Foto: Reprodução)
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Beto Barata/PL/Divulgação O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa, aponta decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão faz parte dos desdobramentos da "Operação Transparência" e de inquérito que investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas e detalhou o que as investigações da Polícia Federal encontraram até agora sobre a atuação de Valdemar no esquema. Os investigadores encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas. Para isso, o dirigente dispunha dos serviços de servidores da Câmara dos Deputados e destinava verbas públicas de acordo com os interesses dele. De acordo com a PF, as emendas eram tratadas como cotas pessoais privadas, caracterizando o desvio de finalidade e a aplicação irregular de recursos em benefício de terceiro estranho ao parlamento. Estima-se que Valdemar tenha desviado pelo menos 21 emendas, que resultaram em empenhos ou pagamentos na ordem de R$ 119 milhões. O relatório da PF que embasa a decisão de Dino aponta haver "indícios contundentes" de que o grupo de Valdemar agiu para "dar às emendas parlamentares em referência destino diverso do que disposto na legislação, contemplando e beneficiando interesses de uma pessoa não pertencente ao parlamento". Em relação ao crime de associação criminosa, a Polícia Federal trabalha com a hipótese de que Valdemar Costa Neto associou-se, de maneira contínua entre junho de 2024 e março de 2026, com três servidores da Câmara dos Deputados: Mariângela Fialek, Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto. Juntos, segundo os investigadores, eles formaram um "arranjo funcional informal" em que os servidores operavam como intermediários das vontades de Valdemar, agendando reuniões, processando planilhas clandestinas e remanejando emendas ativamente a fim de executar e ocultar os crimes de peculato no âmbito da referida casa legislativa.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/10/valdemar-investigacao-pf.ghtml


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