Uma semana depois do temporal que matou 72 pessoas na Zona da Mata mineira, equipes de resgate ainda procuram um desaparecido
03/03/2026
(Foto: Reprodução) Uma semana depois do temporal que matou 72 pessoas na Zona da Mata mineira, equipes de resgate ainda procuram um desaparecido
Jornal Nacional/ Reprodução
Uma semana depois do temporal que matou 72 pessoas na Zona da Mata mineira, as equipes de resgate ainda procuram um desaparecido.
É um trabalho incansável. Em Ubá, os bombeiros seguem nas buscas por Luciano Fernandes, de 50 anos. Ele é namorado de Edna, que ficou agarrada a um poste a espera de socorro.
Em Juiz de Fora, o esforço é para limpar as ruas. Cerca de 500 pessoas continuam fora de casa. As escolas ainda servem de abrigo. É lá que as famílias dormem e fazem as refeições enquanto esperam uma definição de para onde ir. A dona de casa Juliana Cristina de Souza foi com a família depois que viu as casas dos vizinhos desabando. A dela também corre risco:
“É uma situação mais difícil, porque meu marido tem que acordar cedo, ele está indo trabalhar todos os dias e a gente fica sem saber o que vai fazer, porque é uma vida que a gente está lá”.
O governo de Minas afirmou que vai destinar R$ 200 milhões em crédito emergencial para empresas e prefeituras atingidas. A Caixa liberou o saque calamidade do FGTS para os trabalhadores das cidades afetadas. Uma matéria completa do g1 que explica o passo a passo para solicitar o benefício.
O Ministério das Cidades disse que técnicos estão auxiliando no levantamento dos atingidos pela enchente em Minas Gerais e que vai agilizar a compra de moradias para famílias que perderam suas casas. A Prefeitura de Juiz de Fora calcula que 2 mil imóveis foram danificados ou esvaziados e que será necessário o investimento de R$ 400 milhões para a reconstrução; informou que trata como prioridade máxima o atendimento às pessoas desabrigadas e desalojadas. A Prefeitura de Ubá disse que mantém acompanhamento contínuo das famílias atingidas. Quem ainda está desabrigado espera uma solução.
“É triste, a gente fica com ansiedade. A gente não sabe o que vai acontecer, o que vai ser da nossa vida”, diz a vendedora Kevinlin Cristina de Souza.
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