Trump volta a dizer que EUA estão 'aniquilando' a capacidade militar do Irã e reafirma que iranianos estão negociando
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Donald Trump discursa em Miami
REUTERS/Elizabeth Frantz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta sexta-feira (27), durante um discurso em Miami, que os EUA estão “aniquilando” a capacidade militar do Irã e voltou a dizer que o país persa estaria negociando.
Segundo Trump, os americanos estão destruindo estoques de armas, instalações militares iranianas e já acabaram com a Marinha iraniana.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
“Estamos mais perto do que nunca de um Oriente Médio finalmente livre da agressão terrorista iraniana e da chantagem nuclear”, disse. O possível desenvolvimento de armamento nuclear é um dos motivos alegados pro Trump para entrar na guerra.
As declarações ocorrem em meio à escalada de tensões do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os dois lados do conflito têm divulgado mensagens conflitantes sobre possíveis negociações de cessar-fogo (veja mais abaixo).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Durante o discurso, Trump também criticou a liderança do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque conjunto dos EUA e Israel no início da guerra.
Mojtaba não tem feito aparições públicas. Segundo o jornal The New York Times, é discreto e raramente aparece em público.
Trump afirmou que as ações dos EUA já causaram mudanças no regime iraniano que, segundo ele, "vai e vem a cada dois dias".
"Todo mundo tem medo de anunciar quem é o chefe. Nem sabemos quem diabos é o líder".
“Este é o único país onde ninguém quer liderar”, completou.
Além disso, ao exaltar os sucessos militares dos EUA tanto no Irã quanto na Venezuela, Trump afirmou que 'Cuba é o próximo' .
Trump rebateu a afirmação de que há rachas entre seus apoiadores do MAGA
Guerra no Irã divide movimento Maga nos EUA
Durante o discurso, Trump também rebateu a afirmação de que a guerra dos EUA contra o Irã estaria rachando os seus apoiadores, conhecidos como Make American Great Again (Maga).
Segundo Trump, o movimento Maga também quer ganhar a guerra, quer os EUA protegidos e quer que os EUA deem proteção aos seus aliados, como Israel, Arábia Saudita, Qatar ou os Emirados Árabes Unidos.
"Eles não querem outro país por aí que seja hóstil e louco e tenha uma arma nuclear", afirmou.
Versões conflitantes sobre negociações de um acordo de paz
Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos enviaram para o Irã nesta semana um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. O documento inclui condições sobre armas e o enriquecimento de urânio. Veja alguns termos:
o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;
a limitação do alcance e da quantidade de mísseis;
a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
O Irã disse que rejeitou a proposta e chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade". Teerã afirmou ainda que Trump não ditará o fim do conflito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quarta-feira (25) que os Estados Unidos "reconhecem a derrota" ao falar sobre negociações neste momento. Segundo ele, o que existe atualmente são apenas conversas indiretas.