Trump sobre eleições: 'Provavelmente me darei bem com os democratas, a menos que queiram ser destrutivos '
04/11/2026
(Foto: Reprodução) Trump: Derrota é, em parte, por causa da guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "provavelmente se dará bem" com os democratas, mas lembrou que possui poder de veto ao falar com jornalistas nesta quarta-feira (4).
"Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que queiram ser destrutivos, mas nós temos poder de veto. Então, se não gostarmos do que estão fazendo...", declarou Trump. "Eles já ligaram e querem conversar sobre as coisas, e tudo bem".
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O Partido Democrata, que faz oposição a Trump, conquistou maioria na Câmara e no Senado.
Após os primeiros resultados negativos para seu partido, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto”. Dias antes, o presidente antecipou como agiria caso os democratas vencessem as eleições.
"Acho que vou me tornar o Sr. Veto", disse o presidente ao podcast "Pod Force One", do "New York Post". "Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo."
Nas redes sociais, Trump posta foto de um foto com a palavra 'veto'.
Reprodução/Redes Sociais
Na conversa com jornalistas, Trump voltou a insistir que, se seu nome estivesse nas cédulas, ele teria ganhado. "Vocês viram as pessoas, lotando os comícios, milhares e milhares de pessoas em todos os comícios."
Ele também concordou com seu vice, J.D. Vance, sobre a culpa da guerra do Irã no resultado das eleições. "Bem, acho que isso é em grande parte verdade, porque fez a gasolina subir um pouco no curto prazo, e provavelmente é verdade. Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, eu teria que fazer de novo, porque, a longo prazo, é a única resposta. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear".
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no dia em que a última viga de aço é instalada no salão de baile da Casa Branca, em Washington
REUTERS/Evan Vucci
Questionado se o ataque ao Irã valeu a pena, respondeu que sim. "Bem, não há escolha... Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir.”
Essa foi a primeira aparição pública de Trump depois dos resultados das midterms. Segundo a Reuters, o presidente convocou a imprensa ao canteiro de obras da Casa Branca para falar sobre o salão de baile que encomendou.
“Será o salão de baile mais bonito, eu acho, de qualquer lugar do mundo”, disse Trump de pé diante da última viga de aço do projeto, que havia sido assinada pelos operários da obra. Depois de falar, Trump também assinou a viga.
Guerra no Irã aumentou custo de vida
A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos na véspera das midterms mostrou que cerca de 48% dos eleitores americanos apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar nas eleições de meio de mandato.
Além disso, apenas 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% dizem que não valeu. Outros 18% não tinham certeza.
Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e, após os ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade.
O ataque mais recente dos Estados Unidos teria sido na última segunda-feira (2) contra a ilha iraniana de Qeshm, segundo informou o jornal The Wall Street Journal, citando autoridades americanas.