Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite
07/04/2026
(Foto: Reprodução) A um dia do ultimato, Trump eleva ameaças e diz que pode destruir todo o Irã amanhã à noite
A guerra no Oriente Médio entra na 6ª semana. Faltam pouco mais de 24 horas para o fim do prazo que Donald Trump deu para o Irã fechar um acordo de paz e liberar a passagem de petroleiros no Estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira (6), o regime iraniano rejeitou uma nova proposta de cessar-fogo. E Trump elevou as ameaças e disse que pode destruir todo o Irã nesta terça-feira (7) à noite.
Esse não é o primeiro ultimato do presidente americano. Mas será o último? Ele diz que sim. Para Donald Trump, é fundamental encontrar um caminho para acabar com a guerra. Ela está custando alto - financeiramente e politicamente. E o próprio presidente admitiu isso nesta segunda-feira (6):
"Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo do Irã. Mas, infelizmente, os cidadãos americanos querem que a gente volte para casa", disse nesta segunda-feira (6) de manhã.
E voltou a ameaçar atacar usinas elétricas e pontes do Irã. Atingir alvos civis é considerado crime de guerra pelo direito internacional. Trump foi questionado por que, na visão dele, ataques à rede elétrica não seriam crimes de guerra. O presidente respondeu:
"Porque eles mataram manifestantes, eles são uns animais”.
Até agora, a pressão não tem funcionado. Nesta segunda-feira (6), mais uma tentativa de acordo terminou frustrada. O Paquistão propôs um cessar-fogo de 45 dias. Mas o Irã declarou que não quer uma trégua e exigiu o fim permanente da guerra. Os iranianos alegam que das últimas vezes em que se sentaram à mesa de negociação foram atacados, e não querem que isso se repita.
O regime dos aiatolás fez uma contraproposta com dez pontos. A imprensa estatal divulgou poucos detalhes, mas afirmou que o plano de paz prevê o fim das sanções econômicas e ajuda na reconstrução do país. Trump disse que os iranianos fizeram uma proposta significativa, mas que não era o suficiente.
Mais tarde, ele retomou as ameaças na Casa Branca. O prazo dado por Trump para que o Irã aceite um acordo e reabra completamente o Estreito de Ormuz é terça-feira (7), 21h, pelo horário de Brasília.
"O país inteiro pode ser destruído em uma única noite, e essa noite pode ser a de amanhã", afirmou o presidente.
Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite
Jornal Nacional/ Reprodução
O secretário de Guerra Pete Hegseth afirmou que esta segunda-feira (6) teria o maior volume de ataques desde o início da guerra e que esta terça-feira (7) será pior do que segunda-feira (6). Trump reforçou:
"Temos um plano e todas as pontes do Irã serão dizimadas e todas as usinas de energia vão parar de funcionar em quatro horas. Vai tudo queimar e explodir, vai ser uma demolição completa”.
Em seguida, o presidente mudou o tom e disse:
"Não queremos que isso aconteça. Talvez até ajudemos os iranianos na reconstrução do país”.
As Forças Armadas do Irã responderam que as ameaças de Donald Trump são delirantes.
Resgate
Simulação do resgate de soldado americano
Jornal Nacional/ Reprodução
Também nesta segunda-feira (6), a Casa Branca detalhou o resgate dos dois pilotos que estavam a bordo do caça F-15E abatido pelos iranianos na sexta-feira (3). Os dois conseguiram se ejetar antes da queda. Um deles foi resgatado seis horas depois. O outro ficou desaparecido por quase 48 horas.
O resgate marcou uma corrida entre Estados Unidos e Irã pelo paradeiro dele. De acordo com o relato de autoridades à imprensa americana, o militar desceu de paraquedas em uma região montanhosa. Mesmo ferido, conseguiu caminhar e escalar uma montanha de 2 mil metros de altura. Ele tinha apenas uma pistola e precisava se esconder até a ajuda chegar. Acabou se escondendo em uma espécie de caverna no alto da montanha. De lá, conseguiu enviar sinais com a sua localização.
Trump disse hoje que 155 aviões e centenas de militares participaram da missão de resgate. Muitos deles, usados apenas para despistar os iranianos, se espalharam por sete regiões diferentes. Houve confronto. Helicópteros e aviões americanos foram atingidos. Os iranianos não estavam muito longe e atiraram contra os militares que desceram para buscar o piloto. Mas não houve nenhuma baixa americana.
Dois aviões de transporte, cheios de equipamentos, ficaram presos na areia úmida, muito pesados para decolar. Aí entrou em cena o plano B. Aviões mais leves e rápidos tiveram que buscar os militares restantes, e a decisão foi por explodir os aviões atolados ali mesmo para impedir que o Irã tivesse acesso à tecnologia americana.
A missão de resgate foi bem-sucedida. Um desfecho que Trump agora tenta explorar para reduzir o desgaste entre os americanos enquanto a guerra não termina.
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