Trump confirma que pediu ao presidente da Fifa revisão de cartão vermelho dado a jogador dos EUA
07/07/2026
(Foto: Reprodução) Trump confirma que pediu ao presidente da Fifa revisão de cartão vermelho dado a jogador
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado a um jogador americano.
Os Estados Unidos enfrentavam a Bósnia Herzegovina na segunda fase da Copa, quando Folarin Balogun pisou no tornozelo do adversário em uma disputa de bola. O americano foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Balogun estaria fora do jogo desta segunda-feira (6) entre Estados Unidos e Bélgica, pelas oitavas. No domingo, (5), a Fifa comunicou que revogou a suspensão do jogador.
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Nesta segunda-feira (6), o presidente americano contou que, no dia seguinte à expulsão, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pediu a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante. Mas afirmou que não tem nada a ver com a decisão da Fifa.
''Não acredito que ele (Infantino) tenha tomado a decisão. Acho que foi uma comissão que tomou a decisão. E eles tomaram a decisão certa, porque, em primeiro lugar, não foi falta”, disse Donald Trump.
O presidente da Fifa declarou que a revogação da penalidade foi decidida por um comitê disciplinar. Esse comitê tem 18 integrantes, mas apenas parte deles participa de cada julgamento. Quando um jogador toma cartão vermelho, automaticamente fica suspenso no jogo seguinte. No caso de Balogun, o comitê decidiu trocar punição por um período de avaliação de um ano.
Trump confirma que pediu ao presidente da Fifa revisão de cartão vermelho dado a jogador dos EUA
Jornal Nacional/ Reprodução
Durante a entrevista, Donald Trump criticou o árbitro brasileiro. Classificou como ''suspeita'' a performance de Raphael Claus. Em nota, a Confederação Brasileira de Futebol defendeu o árbitro. Afirmou que Raphael Claus "é reconhecido mundialmente como um dos melhores em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol". A comissão de árbitros da Conmebol destacou o profissionalismo e a integridade do árbitro brasileiro.
O caso é sem precedentes em Copas do Mundo desde 1970, quando o cartão vermelho foi criado, e levantou questionamentos por parte da União Europeia e da entidade que rege o futebol na Europa a respeito de uma possível interferência política no esporte. A Uefa, que representa as seleções europeias, disse que a Fifa cruzou uma linha vermelha e afirmou que a decisão é incompreensível e injustificável.
Em rede social, o comissário europeu para assuntos esportivos escreveu que: ''As questões do esporte cabem às entidades esportivas, e não aos políticos”.
A Bélgica entrou com um recurso contra a suspensão do cartão vermelho, mas o comitê de apelações da Fifa rejeitou o pedido.
A Fifa se manifestou na noite desta segunda-feira (6) sobre as críticas da Uefa e da União Europeia. Afirmou que o comitê de disciplina é independente e que o regulamento permite que o jogador fique em um período probatório, sem que tenha de cumprir imediatamente a punição pelo cartão vermelho.
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