Trump anuncia que Stephen Miller, linha-dura anti-imigração, será seu novo chefe de gabinete
06/11/2026
(Foto: Reprodução) O assessor de Segurança Interna Stephen Miller participa da conferência inaugural Americas Counter Cartel Conference, em 5 de março de 2026.
REUTERS/Maria Alejandra Cardona
Em uma sinalização de endurecimento de seu governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que nomeou como seu novo chefe de gabinete Stephen Miller, um dos políticos mais linha-dura de seu governo.
Miller, que era vice-chefe de gabinete, substituirá Susan Willes, uma das assessoras mais próximas ao presidente dos EUA e a grande coordenadora de sua campanha. Trump anunciou ainda que Willes migrará para o braço da organização política do republicano, fora da Casa Branca.
👉 O novo chefe de gabinete é autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão de Donald Trump, de 2016 a 2020. É dele a autoria da construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, uma das grandes marcas do primeiro governo Trump.
O muro começou a ser construído, mas não foi concluído.
O assessor, de 41 anos, também esteve por trás da proibição de entrada nos EUA de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana e da separação de milhares de crianças que tentavam entrar nos EUA de forma ilegal de suas famílias, uma medida fortemente criticada pela ONU e por organismos internacionais. Até hoje, centenas delas não conseguiram se reunir com seus pais.
"É um prazer anunciar que o sr. Stephen Miller, o atual vice-chefe de gabinete, e um de meus conselheiros de maior confiança, se tornará chefe de gabinete, começando na segunda-feira, 9 de novembro", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
👉 O anúncio ocorre três dias após Donald Trump amargurar uma dura derrota nas midterms, como são chamadas as eleições nos Estados Unidos para renovar parte do Lesgilativo e de governos estaduais. No pleito, o Partido Democrata, rival de Trump, angariou uma ampla vitória, conquistando de volta o controle da Câmara dos Deputados e do Senado, além da grande maioria dos governos estaduais, inclusive em redutos tradicionalmente muito republicanos, como o Texas.
Agora no g1
'Organizadora do caos'
Donald Trump discursa antes de almoço no Kennedy Center, em Washington, ao lado de sua chefe de gabinete, Susie Wiles, em 16 de março de 2026
Jonathan Ernst/Reuters
Já Susan Wiles é considerada um dos "cérebros" por trás do segundo mandato do governo Trump, iniciado em janeiro de 2025. Wiles foi o primeiro nome anunciado por Trump para compor a equipe de seu segundo mandato.
Com perfil discreto, a assessora se autointitula "organizadora do caos". Ela foi uma das responsáveis por levar Trump ao poder em 2016 e ajudou a "limpar" o nome do republicano em 2021, após apoiadores invadirem o Capitólio no dia 6 de janeiro daquele ano.
Embora seja um dos nomes fortes do atual governo, ela evitou os holofotes durante a campanha e se recusou a discursar quando Trump venceu as eleições em 2024.
Nesta sexta, o norte-americano agradeceu Wiles, "que fez um trabalho fora do comum". Ele não de mais detalhes sobre a nova função que a assessora desempenhará.
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