Trajetória de Carlo Ancelotti até a Seleção Brasileira é repleta de conquistas; conheça
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Veja a trajetória repleta de conquistas de Carlo Ancelotti até a Seleção Brasileira
O Jornal Nacional mostra a trajetória Carlo Ancelotti: longa e repleta de conquistas.
Em um ano, nós aprendemos a língua dele. Sobrancelha subindo e descendo o tempo todo: atenção. Sobrancelha travada no alto: preocupação. Franzidinha na sobrancelha: aprovação. Baixando a sobrancelha: satisfação. Não que ele ame o silêncio. Mandar tantos recados com um gesto tão simples é só mais um jeito de conversar. O técnico da Seleção Brasileira acredita no poder das palavras, e os jogadores acreditam no que ele diz.
"Com o Mister, eu tento conversar bastante porque, cara, eu desfruto muito e eu aprendo muito com ele”, diz Casemiro, meio-campo da Seleção.
O professor ensina que conversas na hora certa, e no tom certo, valem muito mais. Carlo Ancelotti não veio ao Brasil para gritar. Chegou sabendo que a torcida faz isso por ele. Empolgação, fé, confiança: tudo isso o brasileiro tem de sobra e, modéstia à parte, não precisa aprender com ninguém. Trazer Carlo Ancelotti significa encontrar tranquilidade. No banco, raramente eleva a voz. E quando fala mais alto é para pedir calma.
“Ele é da resenha, mas na hora que está dentro de campo, ele é sério para caramba”, afirma Bruno Guimarães.
Não grita porque está ocupado, entendendo o jogo, o cérebro trabalhando um passo à frente do que os nossos olhos estão vendo.
“Ele é um ser humano incrível, não é vencedor por acaso. A gente não vai assistir os jogos -seja in loco ou em vídeo - pelo mero prazer de assistir o futebol. Sempre tem um olho técnico, físico, clínico”, diz Rodrigo Caetano, coordenador-executivo das Seleções Masculinas.
São 30 anos de experiência de quem já começou sabendo muito. Meio-campo do Roma e do Milan, regia o time, um treinador com a bola nos pés.
“É um cara que realmente está se doando ao máximo para trazer essa Copa com a gente”, diz Bruno Guimarães.
É o título que falta. Na Copa de 94, era auxiliar técnico da Itália. Será que foi naquele dia que sentiu vontade de comandar o Brasil? Treinando clubes, ganhou tudo: seis conquistas nas cinco principais ligas da Europa e mais cinco troféus da Liga dos Campeões.
“Ele é um cara que está há mais de 30 anos no futebol. Então, tudo que acontecer para ele - apesar de ser a primeira como treinador, em uma Copa do Mundo -, acho que no futebol já não é nada surpresa para ele”, diz Casemiro.
Estudar português foi um gesto de cortesia. Mas talvez mais importante do que falar, foi ter conseguido entender o Brasil, compreender a desconfiança de muitos com o primeiro técnico estrangeiro, sem nunca levar para o lado pessoal.
Até porque Ancelotti já tinha dado provas de amor ao futebol brasileiro. No Real Madrid, foi o maior incentivador da arte do improviso, do drible, da criatividade, do bailado de Vini Jr., com a bola ou sem ela. O seríssimo treinador é um grande defensor da alegria. Ou seja: na Seleção Brasileira, o técnico europeu não veio trazer novidades estrangeiras. Veio só relembrar o nosso jeito de jogar.
Na bancada do JN
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, é entrevistado no Jornal Nacional
Jornal Nacional/ Reprodução
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, foi entrevistado nesta segunda-feira (18) por Renata Vasconcellos e César Tralli na bancada do Jornal Nacional. O italiano falou sobre como a Seleção chega à Copa:
"A Seleção chega para a Copa muito bem. Estamos muito animados".
Ancelotti também falou sobre as seleções que considera favoritas para vencer a Copa do Mundo de 2026:
"França,. Brasil, obviamente. Argentina, que ganhou. Espanha, Portugal, Inglaterra... Muitas equipes. Mas ninguém é perfeito".
Assista à íntegra da entrevista de Carlo Ancelotti no Jornal Nacional no vídeo abaixo.
Assista a íntegra da entrevista de Ancelotti no Jornal Nacional depois da convocação para a Copa do Mundo
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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