Suspeito de matar PM durante corrida por aplicativo em Manaus vai a júri popular; dupla respondia pelo 'Caso Flávio'

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Mayc Parede e Elizeu da Paz Divulgação O réu Mayc Vinícius Teixeira Parede vai a júri popular pelo assassinato do policial militar Elizeu da Paz de Souza, morto com um tiro na cabeça em novembro de 2024, em Manaus. A decisão foi tomada na quinta-feira (8) pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que também manteve a prisão preventiva do acusado. A prisão preventiva foi mantida pela Justiça devido à gravidade do caso e ao descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente ao réu. A defesa ainda pode recorrer da decisão. O g1 tenta contato com os advogados do acusado. Tanto a vítima quanto o suspeito são acusados de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrida em setembro de 2019. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com denúncia do Ministério Público do Amazonas, o crime aconteceu na madrugada de 5 de novembro de 2024, no conjunto Santos Dumont, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Elizeu estava em um carro de aplicativo quando foi baleado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu. Vídeo mostra PM morto e Mayc Parede em posto de combustíveis de Manaus antes do crime As investigações apontam que Mayc e Elizeu eram amigos próximos e se tratavam como "irmãos". Testemunhas relataram que a vítima costumava entregar a própria arma ao acusado quando consumia bebida alcoólica. Durante o processo, o motorista do carro de aplicativo afirmou que ouviu um disparo e, em seguida, viu Elizeu ferido. Segundo ele, o passageiro que estava no banco traseiro, identificado como Mayc, fugiu logo depois com a mão na cintura. Imagens de câmeras de segurança também ajudaram na investigação. Amigos e familiares reconheceram Mayc ao lado da vítima em um posto de combustíveis momentos antes do crime. (veja vídeo acima). O juiz manteve a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, Elizeu foi atacado de surpresa, pelas costas, sem chance de reação. Ao negar o pedido de liberdade da defesa, o magistrado destacou que Mayc já respondia a outro processo por homicídio, no caso da morte de Flávio Rodrigues, e que estava cumprindo medidas cautelares quando o novo crime aconteceu. Assassinato do PM Segundo o Boletim de Ocorrência, o caso começou quando um motorista de aplicativo recebeu uma solicitação de corrida da Avenida Torquato Tapajós para um condomínio no bairro da Paz. O motorista contou à polícia que a corrida havia sido solicitada por uma mulher, que foi identificada pela polícia como sendo filha da vítima. Ao chegar no local, dois homens entraram no carro: Elizeu, que sentou no banco da frente, e Mayc, no banco traseiro. Cerca de dois minutos após o início da corrida, o motorista ouviu um barulho e, ao olhar para trás, viu Mayc com um revólver e o policial Elizeu baleado. O suspeito então exigiu que o motorista parasse o carro e fugiu. O motorista acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreram Elizeu, mas ele faleceu no Hospital João Lúcio no dia 5 de novembro de 2024, por volta das 2h15. Horas após o crime, Mayc Parede se apresentou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). LEIA TAMBÉM: Mayc e Elizeu brigaram e se reconciliaram pouco antes da morte do PM, diz delegada Relação entre Elizeu da Paz e Mayc Parede O sargento da PM, Elizeu da Paz, e o ex-lutador de MMA, Mayc Parede, ficaram conhecidos em Manaus após a morte do engenheiro Flávio Rodrigues, um caso de grande repercussão ocorrido em 2019. Na época, os dois homens, junto com mais três pessoas, foram indiciados pela Polícia Civil pela morte de Flávio, que aconteceu dentro de um condomínio de luxo na capital amazonense. As investigações apontaram Mayc como o autor das facadas que mataram o engenheiro, inclusive ele chegou a confessar o homicídio, enquanto Elizeu teria sido o motorista do carro que transportou o corpo do condomínio até um terreno no bairro Tarumã. Devido ao caso, ambos foram encaminhados a júri popular, mas aguardavam o julgamento em liberdade. Mayc e Elizeu eram os únicos envolvidos no homicídio que ainda respondiam pelo crime. Em 2021, a Justiça do Amazonas absolveu Paola Valeiko Molina e Evandro Martins de Souza e decidiu pela impronúncia de Alejandro Molina Valeiko, retirando eles do processo que julga os acusados. Caso Flávio Engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos foi assassinado em Manaus, em setembro de 2019. Arquivo Pessoal O engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos foi assassinado no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da ex-primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko. Segundo a polícia, as pessoas que estavam lá faziam consumo de bebidas e drogas, e uma discussão resultou no esfaqueamento de Flávio, que morreu em seguida. No dia seguinte, o corpo de Flávio foi encontrado em um terreno no bairro Tarumã, próximo à casa de Alejandro. As investigações revelaram que o sargento da PM Elizeu da Paz de Souza, segurança de Alejandro e lotado na Casa Militar da Prefeitura, teria transportado o corpo usando um carro da Prefeitura. Além disso, o ex-lutador de MMA Mayc Parede, flagrado em imagens de segurança no condomínio, confessou à polícia ter desferido as facadas na vítima.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/05/08/suspeito-de-matar-pm-durante-corrida-por-aplicativo-em-manaus-vai-a-juri-popular-dupla-respondia-pelo-caso-flavio.ghtml


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