Suspeito de cuspir em garçonete de restaurante no PI é identificado e pode responder por ameaça e injúria, diz polícia
12/08/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra cliente cuspindo em garçonete de restaurante no litoral do PI
O cliente suspeito de cuspir e ofender verbalmente uma garçonete em um restaurante de Barra Grande, em Cajueiro da Praia, no litoral piauiense, pode responder por ameaça e injúria real, de acordo com a Polícia Civil do Piauí. Ele já foi identificado e ainda deve ser ouvido pela polícia em depoimento.
O caso aconteceu na última quinta-feira (6) e foi gravado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o homem chegando no estabelecimento, conversando com a mulher e supostamente cuspindo na vítima antes de ir embora do restaurante.
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O caso é investigado pela Delegacia de Cajueiro da Praia. "(O suspeito) ameaçou, o que configura ameaça, xingou, o que configura injúria, e cuspiu na vítima, que representa injúria real", explicou o delegado João Felipe Leite.
🔍 A injúria real ocorre quando alguém ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa por meio de palavras, gestos ou atos, em situações que envolvam o uso de violência física ou ameaça iminente.
Garçonete denuncia ter sido cuspida por cliente em restaurante no litoral do PI
Reprodução / Câmera de segurança
Ao g1, o estabelecimento informou que já tomou as providências necessárias sobre o caso.
A vítima de 22 anos, identificada como Maria Luísa Barbosa, ainda deve realizar o reconhecimento formal do suspeito. Maria afirma que o desentendimento com o turista começou na quarta-feira (5). O motivo teria sido uma garrafa de cerveja do estabelecimento onde a jovem trabalha, que foi levada para outro local pelo cliente.
A garçonete detalha que o turista voltou ao restaurante no dia seguinte e a procurou. Segundo ela, o homem fez ameaças e a ofendeu.
“Ele já chegou me caçando. [Ele disse] ‘Você nunca mais fazer isso comigo, tu vai se arrepender de tudo que tu fez’, me ameaçando, apontando o dedo na minha cara. Eu só olhei para a cara dele e falei ‘O senhor acha que eu tenho medo do senhor?’. Aí foi o motivo dele ter cuspido na minha cara. Ele sorriu e cuspiu e saiu andando. Foi a hora que comecei a xingar ele”, completou a garçonete.
“A gente se sente um lixo. Por mais rude que o cliente seja, eu sempre tento seguir na linha da educação porque às vezes a pessoa até se toca. Eu me senti muito diminuída. A gente fica pensando ‘Eu fui tão educada com ele, para ele chegar e fazer isso comigo'”, disse a jovem.
A jovem acionou a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência mas não conseguiu localizar o suspeito. Ela registrou um boletim de ocorrência na delegacia, de acordo com a PM.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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