Sobe para sete o número de cidades em emergência por fortes chuvas em Roraima
01/06/2026
(Foto: Reprodução) estrada de Alto Alegre, em Roraima.
Divulgação
Subiu para sete o número de cidades em situação de emergência por fortes chuvas em Roraima. Alto Alegre, ao Norte do estado e São Luiz do Anauá, ao Sul, também assinaram o decreto nesta segunda-feira (1), após rios transbordarem e causarem danos a pontes, estradas e rodovias.
Nos decretos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), Alto Alegre e São Luiz do Anauá classificaram a situação como Emergência de Nível II após registrarem fortes chuvas e volume acima da média.
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🔎 Entenda: A Situação de Emergência de Nível II refere-se a desastres de média intensidade, em que os danos e prejuízos são superáveis pelo poder público local, mas ainda exigem a decretação de estado de anormalidade para facilitar ações de resposta.
Segundo a norma, as enchentes também dificultaram o acesso da população a serviços essenciais, como saúde e educação.
Roraima está sob alerta de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas intensas, com acumulados de até 100 milímetros por dia e rajadas de vento de até 100 km/h. O aviso vale para os 15 municípios do estado.
Até o momento, as fortes chuvas já levaram cinco municípios de Roraima a decretarem situação de emergência: Bonfim, Uiramutã, Normandia, Rorainópolis e Mucajaí.
Na comunidade Marupá, no Bonfim, a força da enchente devastou o meio de subsistência das famílias.
"Nós perdemos mandioca, perdemos abóboras, perdemos banana. A nossa roça fica igual açude. Lá dentro só dá pra ver o mar e a folhinha de banana. Lá dentro da comunidade é muito triste ver isso", lamenta o agricultor e ex-liderança indígena, Terêncio Salomão.
O que prevê o decreto
O objetivo é garantir assistência rápida à população e agilizar a resposta ao desastre. Entre as principais medidas autorizadas pelo decreto estão:
Mobilização de órgãos: Fica autorizada a atuação integrada de todas as secretarias e órgãos municipais em ações de prevenção, socorro, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas.
Dispensa de licitação: O município pode realizar contratações emergenciais sem licitação para adquirir bens, serviços e obras necessários para conter a crise. Os contratos terão prazo máximo de um ano, sem possibilidade de prorrogação.
Ações de resgate e evacuação: Em casos de risco iminente, as autoridades e os agentes da Defesa Civil estão autorizados a entrar em residências para prestar socorro ou realizar a evacuação de famílias.
Vigência: Em Alto Alegre e São Luiz do Anauá, o prazo estabelecido é de 180 dias.
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