Sistema global de proteção dos direitos civis está em perigo, diz Human Rights Watch
05/02/2026
(Foto: Reprodução) Human Rights Watch diz que direitos humanos no mundo correm perigo
A organização Human Rights Watch divulgou um relatório afirmando que está em perigo o sistema global de proteção aos direitos civis.
Estes três líderes têm grande papel nisso. A China e a Rússia continuam sendo rivais estratégicos dos Estados Unidos. Mas o relatório destacou que Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin têm uma coisa em comum: um desprezo aberto pelas normas e instituições que poderiam restringir seu poder.
A Human Rights Watch questionou: os Estados Unidos mudaram de lado no campo dos direitos humanos? O relatório considera que sim; que, em 12 meses, o governo Trump atacou os pilares fundamentais da democracia dos Estados Unidos e usou o poder do governo como forma de intimidação.
A Human Rights Watch destacou que a China e a Rússia há muito perseguem uma agenda antidemocrática, e que os dois países têm muito a ganhar com um governo americano que agora expressa hostilidade aberta aos direitos universais. O relatório também condenou a situação em Gaza e no Sudão.
Sistema global de proteção dos direitos civis está em perigo, diz Human Rights Watch
Jornal Nacional/ Reprodução
A mensagem é clara, segundo a ONG: no que classifica como nova desordem mundial de Trump, o poder dita o que é certo. Como resposta, a Human Rights Watch defendeu uma nova aliança global para conter retrocessos. Uma aliança de democracias estabelecidas com influência econômica e geopolítica significativa, com a participação, por exemplo, da União Europeia e do Brasil.
Sobre o Brasil, o relatório classificou como histórica a decisão do Supremo Tribunal Federal de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-funcionários do governo dele por tentativa de golpe de Estado. Na segurança pública, a Human Rights Watch destacou a infiltração de facções criminosas em empresas e instituições públicas e privadas.
“É só desarticulando essas organizações criminosas, seguindo o dinheiro desses grupos criminosos e desarticulando as suas teias financeiras, é a única forma de, de fato, fazer com que eles sejam enfraquecidos", diz Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
LEIA TAMBÉM
Trump impõe 'avanço autoritário' global e coloca direitos humanos em perigo, diz Human Rights Watch
72% da população mundial vive sob regimes autoritários, indica Human Rights Watch