Síndico que matou corretora participa de novas perícias envolvendo a hora do crime, em Caldas Novas
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Delegado fala de novas perícias do momento do assassinato de corretora por síndico
O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, suspeito de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, foi levado pela Polícia Civil até o prédio onde o crime aconteceu, em Caldas Novas, para participar de novas perícias na noite desta sexta-feira (30). A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima, Plínio Mendonça.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que estava sendo feita uma reconstituição do crime. Na verdade, foram realizados exames periciais complementares. A informação foi corrigida às 19h20.)
Daiane desapareceu no prédio em que morava em Caldas Novas, no dia 17 de dezembro de 2025. Cleber foi preso na quarta-feira (28), após confessar ter matado a vítima e mostrar aos policiais o local onde deixou o corpo, a cerca de 15 km da cidade.
Ele passou por audiência de custódia na quinta-feira (29) e teve sua prisão mantida, segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO). Em nota ao g1, a defesa informou que Cleber está contribuindo com as investigações.
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Segundo o delegado André Luiz, o objetivo da perícia é tentar comprovar o depoimento prestado pelo síndico na quinta-feira (29).
"A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias científicas. Esclarecer que serão feitos disparos de armas de fogo", afirmou o delegado.
Na tarde desta sexta-feira (30), Cleber chegou a ser levado pela Polícia Civil até um ponto do Rio Corumbá. O momento foi acompanhado pela TV Anhanguera. O g1 tentou entrar em contato com a corporação para saber se a movimentação também era parte da reconstituição ou se Cleber estaria indicando o local onde havia deixado algo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A Polícia Civil também não compartilhou detalhes sobre a perícia no prédio.
Detalhes do crime
Corretora foi morta no prédio em um intervalo de 8 minutos, diz delegado
Segundo o delegado André Luiz Barbosa, a corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, pode ter sido morta em um intervalo de 8 minutos. Daiane foi filmada pela última vez pelo sistema de monitoramento do prédio onde morava enquanto deixava o elevador para acessar o subsolo (veja acima).
Segundo a polícia, o próximo registro de uma pessoa indo ao subsolo é às 19h08. Essa moradora foi ouvida e afirmou não ter presenciado qualquer crime. Com base nesses registros e no depoimento, os investigadores acreditam que o assassinato ocorreu nesse intervalo, no dia 17 de dezembro de 2025.
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Ainda de acordo com as investigações, ela seguia para o subsolo para conferir o padrão de energia, já que o apartamento dela estava sem eletricidade.
Aos policiais, Cleber contou que viu o momento em que Daiane deixou o elevador com o celular na mão. Segundo o delegado, ela filmava o trajeto até o padrão de energia e enviava o vídeo para uma amiga.
Sem dar detalhes sobre como matou a vítima, o delegado explicou que Cleber disse ter tido uma briga com Daiane no subsolo do prédio após ela sair do elevador com o celular em mãos.
"Ela gravava e enviava. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar”, afirmou André durante coletiva de imprensa.
Movimentação após o crime
INFOGRÁFICO: corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO
Arte g1
Segundo as investigações, o local onde ficam os disjuntores de energia é um ponto cego das câmeras de segurança. A Polícia Civil também revelou que Cleber matou Daiane e usou as escadas para não ser filmado.
O delegado André Barbosa destacou que algumas imagens mostram o carro de Cleber saindo com a capota fechada e voltando com ela aberta cerca de 40 minutos depois.
O corpo da corretora foi encontrado mais de 40 dias após o desaparecimento, a cerca de 15 km de Caldas Novas, às margens da GO-213, em um local indicado pelo próprio suspeito aos policiais.
Síndico suspeito de matar corretora em Goiás participa de reconstituição
Wildes Barbosa/O Popular e Arquivo pessoal/Plínio Mendonça
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