Servidores do Banco Central são afastados durante nova fase da operação da PF sobre Banco Master

  • 04/03/2026
Daniel Vorcaro é preso pela PF em SP Dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados por decisão judicial na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que também levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária. Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Banco Master antes da liquidação da instituição, ocorrida após o agravamento da crise do banco. Sindicância interna no BC Segundo apuração, o próprio Banco Central já havia aberto uma sindicância interna, antes de novembro de 2025, para investigar a conduta dos dois servidores. Antes mesmo da decisão judicial desta quarta-feira, os dois já haviam sido afastados administrativamente de funções no Banco Central no início de 2026, conforme portarias publicadas no Diário Oficial da União. Após a apuração administrativa, as informações foram repassadas à Polícia Federal, que conduz a investigação criminal sobre o caso. O Banco Central tem limitações legais para adotar medidas como quebra de sigilo. Por isso, ao identificar indícios de irregularidades, encaminhou o material às autoridades responsáveis pela persecução penal. Com a nova fase da operação, a Justiça determinou agora o afastamento cautelar dos cargos públicos dos dois servidores no âmbito da investigação criminal. Os dois servidores são de carreira e não foram exonerados. O afastamento é cautelar e foi determinado pela Justiça no âmbito da operação. Nova fase da Operação Compliance Zero A terceira fase da Compliance Zero apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre as suspeitas estão venda de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e corrupção. A operação é a primeira sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o caso no mês passado. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, segundo a Polícia Federal. O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master, foi preso. Também há mandado contra o cunhado dele, Fabiano Zettel. Outros dois alvos de prisão não tiveram os nomes divulgados. Histórico do caso Vorcaro já havia sido preso na primeira fase da operação, em novembro, no aeroporto de Guarulhos, quando tentava viajar ao exterior. Ele foi solto 12 dias depois por decisão da Justiça Federal. O caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal após decisão do ministro Dias Toffoli. Com a redistribuição, a relatoria ficou com André Mendonça. Segundo investigadores, o Banco Master, classificado como instituição de menor porte, teria causado prejuízos bilionários. Parte das perdas foi coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A defesa de Daniel Vorcaro foi contatada, mas não respondeu até a publicação da reportagem. CPI Vorcaro era aguardado para depor nesta quarta à CPI do Crime Organizado, em Brasília. No entanto, o dono do Banco Master já havia sinalizado que iria comparecer apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O ministro André Mendonça tinha decidido na terça-feira (3) que a ida dele à CPI seria facultativa.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/servidores-banco-central-afastados-operacao-pf-banco-master.ghtml


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