Série Ouro começa com UPM deslumbrante, Inocentes rica e Jacarezinho sem fantasias
14/02/2026
(Foto: Reprodução) Sete escolas abriram nesta sexta-feira (13) os desfiles da Série Ouro de 2026. Ao todo, 15 agremiações almejam o acesso, mas apenas a campeã vai ascender. Duas serão rebaixadas para a Série Prata, na Intendente Magalhães.
Neste sábado, mais 8 escolas se apresentam.
Veja a seguir como passou cada escola.
Unidos do Jacarezinho
De volta à Sapucaí após 13 anos, após subir da Intendente, a Rosa e Branca homenageou o cantor e compositor Xande de Pilares, um dos principais nomes do samba e do pagode. No esquenta, todos cantaram “Tá escrito”, um de seus maiores sucessos.
Foi um desfile de superação, pois a escola teve problemas com 2 incêndios: um em outubro, outro em fevereiro. Várias alas entraram na pista sem fantasias e se apresentaram com camisas da agremiação.
As alegorias vieram pequenas e muito simples, com forro em muitas partes.
Ala do Jacarezinho sem fantasia
Raoni Alves/g1
Ala do Jacarezinho sem fantasia
Raoni Alves/g1
Abre-alas da Jacarezinho veio praticamente forrado
Alex Ferro/Riotur
Xande de Pilares no último carro da Jacarezinho
Anderson Bordê/AgNews
Inocentes de Belford Roxo
A Inocentes de Belford Roxo apostou na força da cultura nordestina com o enredo “Sonho de um tal pagode russo nos frevos do meu Pernambuco”, sobre a lenda que conecta os passos do frevo à dança russa.
Mais rica, a Caçulinha da Baixada veio com um tripé na comissão de frente, que alternou cossacos com bonecos de barro do Nordeste.
Com carros grandes e bem-acabados, a Inocentes trouxe uma estátua de Luiz Gonzaga e um enorme galo inflável, em referência ao Galo da Madrugada.
Comissão de Frente da Inocentes
Alex Ferro/Riotur
Abre-alas da Inocentes na Avenida
Raoni Alves/g1
Bateria da Inocentes de Belford Roxo
Clara Coiote/Riotur
Carro da Inocentes trouxe um enorme galo inflável
Raoni Alves/g1
Ala da Inocentes
Clara Coiote/Riotur
União do Parque Acari
Com “Brasiliana”, a União do Parque Acari homenageou o 1º grupo de teatro musical brasileiro, criado em 1949, que revolucionou a cena ao incorporar práticas musicais e narrativas populares na dramaturgia.
Com alegorias grandiosas e alas criativas, a escola trouxe referências a ícones do teatro brasileiro.
No último carro, o destaque foi o cantor e compositor Moacyr Luz.
Abre-alas de Acari
Raoni Alves/g1
Ala de Acari
Tata Barreto/Riotur
Carro do Parque Acari
Clara Coiote/Riotur
Baianas de Acari
João Salles/Riotur
Ala da União do Parque Acari
Raoni Alves/g1
Unidos de Bangu
Com um dos melhores sambas da safra, a Unidos de Bangu cantou a cantora e compositora Leci Brandão, que revelou estar muito emocionada já na armação.
Leonardo Moreira e Bárbara Moura, casal de mestre-sala e porta-bandeira, veio com fotos de Leci bordadas na fantasia.
A comissão de frente foi formada por malandros e cabrochas e um tripé que evocava uma vitrola.
O 2º carro, que homenageou a Mangueira, teve problemas com parte descolando.
Leci veio no último carro, sentada em um trono de raízes.
A escola precisou correr no fim e estourou o tempo, fechando com 56 minutos, 1 a mais que o máximo. Com isso, sai com 0,1 ponto a menos.
Leci Brandão no último carro de Bangu em um trono de raízes
Raoni Alves/g1
Leci Brandão no último carro de Bangu em um trono de raízes
Raoni Alves/g1
Unidos de Bangu na Avenida
Raoni Alves/g1
Comissão de Frente de Bangu
Alexandre Macieira/Riotur
No tripé da comissão de frente de Bangu, um malandro fez um violão flutuar
Tata Barreto/Riotur
Abre-alas de Bangu
Raoni Alves/g1
Leonardo Moreira e Bárbara Moura, casal de mestre-sala e porta-bandeira de Bangu
Raoni Alves/g1
Detalhe da roupa da porta-bandeira de Bangu
Raoni Alves/g1
Carro de Bangu homenageia a Mangueira
Raoni Alves/g1
Leci Brandão no último carro de Bangu em um trono de raízes
Anderson Bordê/AgNews
Unidos de Padre Miguel
A Unidos de Padre Miguel tenta voltar ao Grupo Especial após o rebaixamento em 2025. O enredo “Kunhã-Eté: o sopro sagrado da Jurema” deu continuidade às narrativas femininas e brasileiras que marcaram carnavais anteriores, desta vez exaltando a força indígena.
Desta vez, a UPM contou a história de Clara Camarão, guerreira potiguara que se destacou na resistência contra a invasão holandesa no século 17.
Exuberante, o Boi trouxe alegorias enormes e detalhadas. O tripé da comissão de frente era um chafariz.
Carro da UPM
Raoni Alves/g1
Unidos de Padre Miguel, a UPM, na Sapucaí
Raoni Alves/g1
Ala da UPM
Raoni Alves/g1