Seis professores de jiu-jítsu são presos suspeitos de crimes sexuais no Amazonas em menos de dois anos
21/07/2026
(Foto: Reprodução) Professor de jiu-jítsu foi preso na academia onde dava aula
Divulgação/PC-AM
Em menos de dois anos, seis professores de jiu-jítsu foram presos suspeitos de cometer crimes sexuais contra alunos no Amazonas. Os casos, que tiveram repercussão nacional, envolvem crianças, adolescentes e jovens atletas entre as vítimas.
O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (20), quando um professor de jiu-jítsu de 33 anos, que não teve a identidade divulgada, foi preso na academia onde ele dava aulas, localizada no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, o suspeito teria cometido o abuso no fim de 2025. Ele foi até a casa da adolescente sob o argumento de que pretendia contratar o pai dela, que trabalha como tatuador. Ao perceber que a menina estava sozinha no imóvel, o homem teria praticado o crime.
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Prisões ocorreram entre novembro de 2024 e julho de 2026
O primeiro caso foi registrado em novembro de 2024, quando o professor Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. As investigações começaram após três alunos procurarem a Polícia Civil para denunciá-lo. Após a prisão, outras vítimas também procuraram as autoridades e relataram supostos crimes cometidos pelo professor.
Alcenor Alves foi condenado a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e pagamento de multa. Na sentença, a juíza Dinah Câmara Fernandes considerou a gravidade dos crimes e determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado.
Professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado por crimes de abuso sexual contra alunos no AM
Reprodução/Redes Sociais
Já em junho de 2025, outro professor de jiu-jítsu, que não teve o nome divulgado, foi preso em Humaitá, no interior do Amazonas. Ele é suspeito de estuprar ao menos cinco alunos, todos meninos entre 7 e 11 anos. De acordo com a polícia, os crimes eram praticados dentro da própria academia, que funcionava na residência do investigado.
A terceira prisão ocorreu em abril de 2026. O treinador Melqui Galvão, que também é policial civil, foi preso em São Paulo após denúncias de abuso sexual envolvendo ao menos três vítimas em Manaus, entre elas uma adolescente de 17 anos.
Segundo as investigações, o caso começou a ser apurado após uma ex-aluna do treinador denunciar atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do país.
Novas vítimas denunciam Melqui Galvão: jovens relatam abusos em projeto de jiu-jítsu
Pouco mais de um mês depois, em 1º de junho deste ano, um professor de jiu-jítsu de 59 anos, que também não teve a identidade divulgada, foi preso em Manaus. Ele é suspeito de produzir, armazenar e compartilhar material de exploração sexual envolvendo adolescente de 14 anos.
Em 6 de julho deste ano, o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda foi preso pela Polícia Civil do Amazonas. Ele estava foragido há mais de um mês e era investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.
Segundo as investigações, pelo menos sete alunas adolescentes foram identificadas como vítimas. De acordo com a delegada Mayara Magna, o suspeito prometia quimonos, pagamento de inscrições em campeonatos e levava as adolescentes para um hotel onde crime era praticado.
A investigação apontou que ele também atuava na exploração sexual das adolescentes, intermediando o contato delas com patrocinadores para obter vantagens financeiras.
Professor de jiu-jítsu investigado por estupro de alunas é preso em Manaus