'Se não conseguir salvar os meus, vou salvar quem eu puder', diz venezuelano que procura a família nos escombros dos terremotos
02/07/2026
(Foto: Reprodução) Uma semana depois dos erremoto na Venezuela, sobe para 2,2 mil número de mortos
Uma semana depois dos terremotos na Venezuela, subiu para quase 2,3 mil o número de mortos.
Juan Andrade tem uma força que só dá para entender quando ele explica por que está vasculhando os escombros:
“Toda minha família está aqui atrás: minha mãe, minha irmã, minha sobrinha, minha filha, meu cunhado e minha esposa”.
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Todos os dias, ele revira o que restou do prédio onde morava em La Guaira. Rastejou por passagens estreitas abertas entre blocos de concreto e ferro retorcido. Nos primeiros dias, ajudou a resgatar nove pessoas com vida, mas até agora não encontrou nenhum dos parentes.
"Se eu não conseguir salvar os meus, vou salvar quem eu puder”, diz Juan.
'Se não conseguir salvar os meus, vou salvar quem eu puder', diz venezuelano que procura a família nos escombros dos terremotos
Jornal Nacional/ Reprodução
São várias histórias como a dele. Em muitos escombros, apenas familiares e voluntários fazem as buscas porque faltam socorristas. Escavadeiras enviadas pelo governo estão paradas ao lado dos destroços. Não tem combustível para manter as máquinas em operação.
O sistema público de saúde da Venezuela já enfrentava dificuldades antes dos terremotos, agora lida com a pressão de milhares de feridos. Em um hospital de Caracas, os médicos precisam escolher onde usar medicamentos e equipamentos que estão em falta. A prioridade é atender os pacientes mais graves.
Uma semana depois dos tremores na Venezuela, subiu para quase 2,3 mil o número de mortos.
Jornal Nacional/ Reprodução
Muitos venezuelanos estão apavorados e não querem voltar para casa. Centenas de tremores secundários já foram registrados.
“As pessoas me veem dormindo na rua. Eu não estou aqui porque eu quero. Moro no 12º andar e os terremotos foram horrorosos”, conta uma moradora de Caracas.
Em La Guaira, a área mais devastada pelos terremotos, torres construídas na década de 1970 desabaram em sequência. A proximidade entre os prédios ampliou a destruição. Segundo o balanço oficial do governo venezuelano, em todo o país, mais de 50 mil pessoas continuam estão desaparecidas.
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