São Paulo registra mais de 5 mortes por atropelamento em menos de 24 horas
04/08/2026
(Foto: Reprodução) SP registra mais de cinco mortes por atropelamento em menos de 24 horas
Os casos de atropelamento em São Paulo voltaram a chamar a atenção de domingo (2) para segunda-feira (3). Mais cinco pessoas morreram. Entre elas, um casal atingido por um motorista bêbado.
O casal fazia o caminho de volta para casa por um viaduto depois do trabalho. A pé, pela calçada. Eles somem da imagem e, instantes depois, o impacto arremessa o eletricista Nilson Leite Batista, de 56 anos, para o meio da rua. A mulher dele, Maria Gorete Saraiva, de 58 anos, foi lançada por cima da grade de proteção. Uma queda de 6 m. Maria Gorete morreu na hora. Nilson foi socorrido, mas não sobreviveu.
“Uma excelente pessoa, não mexe com a vida de ninguém, trabalhador, os dois”, diz Haroldo Cezário Souza, vizinho das vítimas.
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O motorista, Giuliano Franco Fontes, de 24 anos, que estava com a carteira de habilitação suspensa por excesso de pontos, foi preso em flagrante. Policiais disseram que ele estava com a fala embolada e cheiro de álcool. Giuliano se recusou a fazer o bafômetro, mas o exame clínico confirmou a embriaguez. Ele foi indiciado por duplo homicídio.
Nas últimas semanas, São Paulo registrou pelo menos outros três atropelamentos com condutores bêbados. Vítimas e motoristas diferentes, mas com o mesmo padrão. No dia 20 de julho, Paulo César Ribeiro atropelou e matou Raelly Oliveira e fugiu sem prestar socorro. Estava bêbado e sem carteira.
Três dias depois, Bruno Shimizu, de 22 anos, dirigia bêbado. Atropelou na contramão o sargento Fábio Ferreira de Souza, que estava de moto. Aos 17, Bruno já tinha provocado a morte de outro motociclista. Na semana passada, Guofang Huang atropelou e matou o gari Diego Rafael. Huang estava bêbado e foi denunciado por homicídio duplamente qualificado.
São Paulo registra mais de 5 mortes por atropelamento em menos de 24 horas
Jornal Nacional/ Reprodução
Não é só a combinação de álcool e direção que mata. Só nesta segunda-feira (3), outros três acidentes fatais na Grande São Paulo. Em um deles, a vítima é uma menina de 15 anos.
As mortes de pedestres no estado estão desde 2016 no mesmo patamar - cerca de 1,3 mil por ano. Caíram apenas na pandemia. Desde 2020, o país registra cerca de 3 mil mortes por atropelamentos por ano. O advogado Maurício Januzzi, especialista em crimes de trânsito, diz que a legislação brasileira não pune com rigor quem bebe, dirige e mata:
“Tanto é que, muitos casos que vêm acontecendo, essas pessoas já tiveram, de antemão, passagens por acidentes e continuam tendo essas passagens por acidente. E, dentro desse sentido, se verifica que a legislação, por si só, não teve a sua intenção, que era punir e falar para o meio social que aquilo dá cadeia. Não, não dá cadeia. Então, a pessoa simplesmente ignora e continua bebendo e dirigindo”.
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