Santiago Peña depõe à Justiça paraguaia após impeachment e prisão domiciliar
07/11/2026
(Foto: Reprodução) Presidente destituído do Paraguai é preso
O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, chegou à Procuradoria-Geral neste sábado (7) para prestar depoimento aos promotores, um dia após sofrer um processo de impeachment e ser colocado em prisão domiciliar. Ele é investigado pelos supostos crimes de quebra de confiança, tráfico de influências e administração em lucros próprios.
Segundo a AFP, o procurador Christian Benítez, encarregado da investigação, disse à imprensa local que serão apresentados fatos e provas, e que "no decorrer da tarde" poderá ser formalmente acusado. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação do que foi dito no depoimento.
O depoimento acontece em meio a uma crise política e financeira desencadeada pelo colapso da instituição financeira digital ueno. Os promotores informaram, na sexta-feira, que as acusações contra Peña ainda estavam sendo definidas, mas poderiam incluir tráfico de influência.
Ex-presidente foi transferido para instalação militar
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma instalação militar na madrugada de sexta-feira para sábado (7), horas após sofrer impeachment e ter sua prisão domiciliar decretada.
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O ex-presidente foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), uma instalação militar em Assunção utilizada para proteger o presidente paraguaio e sua família, além de autoridades estrangeiras durante visitas oficiais. O REP é como se fosse um quartel de elite das Forças Armadas na capital paraguaia, não uma prisão.
A movimentação ocorreu na noite de sexta, logo antes da meia-noite, segundo o jornal paraguaio "ABC". A transferência de Peña, que está em prisão domiciliar, deu-se por motivos de segurança, porque uma multidão protestava em frente à sua casa exigindo que ele fosse levado à prisão e houve confronto com a polícia. Sua caravana deixou o local sob xingamentos e ovadas.
Fachada do Regimiento Escolta Presidencial (REP), instalação militar em Assunção, capital do Paraguai, onde o ex-presidente Santiago Peña e sua família foram transferidos em 6 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo
Peña sofreu impeachment e foi destituído da presidência na tarde de sexta-feira, e logo depois ele teve sua prisão decretada por envolvimento no escândalo do banco ueno —que quebrou e causou uma crise econômica e política no Paraguai. O presidente do Banco Central e outras autoridades do país também renunciaram em meio à crise.
O vice de Peña, Pedro Alliana, tomou posse como novo presidente paraguaio já na sexta-feira. Leia aqui quem é Alliana.
O ex-presidente paraguaio é apontado como um dos sócios do grupo controlador do ueno e está sendo investigado por suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo. Ele comparecerá a uma promotoria federal neste sábado, às 11h no horário de Brasília, no âmbito da investigação contra ele.
Segundo o Ministério Público paraguaio, a prisão de Peña foi decretada por suspeitas dos seguintes crimes:
Lesão de confiança;
Tráfico de influência;
Administração para proveito próprio.
Peña negou ter cometido esses crimes. O MP paraguaio ainda deve determinar os fatos específicos e as circunstâncias de cada acusação criminal.
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Protesto popular em frente à casa de em frente à casa do ex-presidente paraguaio Santiago Peña no bairro Mbocayaty, em Assunção, no Paraguai, em 6 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo
Protesto popular em frente à casa de em frente à casa do ex-presidente paraguaio Santiago Peña no bairro Mbocayaty, em Assunção, no Paraguai, em 6 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo
Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo
Seguranças em frente à casa do ex-presidente paraguaio Santiago Peña no bairro Mbocayaty, em Assunção, no Paraguai, em 6 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo
Manifestante exige saída de ex-presidente paraguaio Santiago Peña do bairro Mbocayaty, em Assunção, no Paraguai, durante protesto popular no local em 6 de novembro de 2026.
REUTERS/Cesar Olmedo