Rubio diz que EUA não vão governar a Venezuela, mas usarão bloqueio do petróleo para pressionar o país

  • 04/01/2026
(Foto: Reprodução)
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio REUTERS/Nathan Howard/Pool O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos não terão um papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país. A declaração representa um tom diferente do adotado pelo presidente Donald Trump, que afirmou, um dia antes, que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura do líder Nicolás Maduro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Rubio adotou um tom mais cauteloso ao afirmar que os EUA continuarão a aplicar a quarentena do petróleo — medida que já estava em vigor sobre navios-tanque sancionados antes de Maduro ser retirado do poder na madrugada de sábado. Segundo o secretário de Estado, a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política na Venezuela. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, afirmou. “Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas", acrescentou. 🔴AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp VEJA TAMBÉM: China pede que EUA libertem Maduro imediatamente Reações de Coreia do Norte e China O dia seguinte à prisão de Maduro pelos EUA também foi de reações de países aliados à Venezuela. A Coreia do Norte, por exemplo, afirmou que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela são a "forma mais grave de violação de soberania". O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano ainda disse que está atento à gravidade da atual situação no país sul-americano, causado pelo "ato de arbitragem dos EUA". "O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA", declararam. Para o governo norte-coreano, a situação atual na Venezuela causou uma "consequência catastrófica Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação. O ministério afirmou em um comunicado em seu site que os Estados Unidos também deveriam garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, alegando que a deportação deles violou o direito e as normas internacionais. ➡️A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”. Detido em Nova York O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano. Mais cedo, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes. Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um "grupo" que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria. Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes: Conspiração para narcoterrorismo; Conspiração para importação de cocaína; Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; Conspiração para posse de metralhadoras. LEIA TAMBÉM Lançadores de mísseis, navios para desembarque terrestre e submarino: o arsenal militar dos EUA na Venezuela; INFOGRÁFICO INFOGRÁFICO: como os EUA cercaram a Venezuela em operação que ameaça Maduro Venezuela declara emergência após ataque dos EUA * Com informações da agência Associated Press

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/04/rubio-venezuela.ghtml


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