Rio Acre transborda pela 3ª vez em menos de dois meses em Rio Branco
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Rio Acre na capital acreana alcançou cota de transbordo
Pedro Marcelo/Rede Amazônica Acre
O Rio Acre transbordou pela terceira vez em menos de dois meses em Rio Branco e marcou 14 metros na medição das 18h desta quinta-feira (29). Segundo a Defesa Civil Municipal, a elevação do manancial está relacionada às chuvas intensas na região de cabeceira.
O manancial estava abaixo da cota de transbordo desde o último sábado (24). Na terça-feira (27), o rio havia entrado em vazante ao longo do dia, mas voltou a apresentar elevação na madrugada.
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A primeira vez em que o rio ultrapassou a marca foi em 27 de dezembro do ano passado, quando o manancial marcou 13,73 metros. Horas depois, a cota de transbordo de 14 metros foi atingida. Já a segunda fez foi no dia 15 deste mês, quando marcou 13,73 metros às 5h.
O quantitativo desta quinta (29) representa um aumento de 1,22 metro em relação ao mesmo horário no dia anterior, quando estava em 12,78 metros.
Ainda na quarta-feira (28), o Rio Acre marcou 12,37 metros ao meio-dia, chegou a 12,55 metros às 15h, 12,78 metros às 18h, 13,04 metros às 21h e 13,17 metros à meia-noite.
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Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, apesar das oscilações do nível do rio nos últimos dias, os números de desabrigados e desalojados seguem os mesmos, já que não houve tempo para o restabelecimento das áreas afetadas.
Segundo o órgão, a previsão é de que essas famílias retornem para casa apenas quando o Rio Acre chegar aos 10 metros.
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Com o nível do manancial que chegou a 14,71 metros no dia 22 de janeiro, mais de duas mil pessoas de 27 bairros foram atingidas pelos impactos da segunda enchente em menos de 1 mês e a terceira em menos de um ano.
Nesta última enchente, 15 comunidades da área rural foram afetadas, principalmente Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Além disto, também foram removidas sete famílias indígenas para um abrigo instalado na Escola Leôncio de Carvalho.
Conforme a Defesa Civil de Rio Branco, foram:
27 bairros afetados;
633 famílias atingidas na zona urbana, cerca de 2.286 pessoas;
250 famílias atingidas na zona rural, cerca de mil pessoas;
10 famílias no Parque de Exposições em situação de desabrigo, totalizando 25 pessoas e onze animais;
6 famílias desalojadas, somando 15 pessoas;
15 comunidades rurais afetadas.
Falcão também informou que houve novas movimentações de famílias, mas por risco geológico, e não diretamente por causa do nível do rio.
“Nós tivemos outras movimentações de famílias, mas não foi pelo risco hidrológico. Foi por situações de risco geológico. Nesses casos, a gente nem foi para abrigo, foi para o aluguel social”, completou.
Cheia do Rio Acre
Jean Lopes/Emater
Chuvas ultrapassam média histórica
Ainda segundo a Defesa Civil Municipal, a oscilação no nível do rio é provocada pelo volume elevado de chuvas ao longo do mês.
Em janeiro, o acumulado pluviométrico já superou a média histórica esperada e ultrapassou os 570 milímetros na última segunda (26), enquanto a previsão para o mês era de 287,5 milímetros.
De acordo com o monitoramento oficial, o manancial está acima da cota de atenção desde o dia 11 de janeiro, quando marcou 10,44 metros e ultrapassou a marca pela 4ª vez em 1 mês após chuvas intensas na capital que causaram o transbordamento do Rio Acre pela segunda vez em menos de 30 dias.
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