Rio Acre segue acima da cota de alerta pelo 3º dia consecutivo na capital acreana

  • 01/04/2026
(Foto: Reprodução)
Rio Acre marcou 13,84 metros na manhã desta quarta-feira (1º) Jhenyfer de Souza / g1 Acre O Rio Acre marcou 13,84 metros às 9h desta quarta-feira (1º), em Rio Branco, e segue acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, pelo terceiro dia consecutivo. Conforme dados da Defesa Civil municipal, o manancial ultrapassou essa marca na última segunda-feira (30), quando marcou 13,60 metros na medição das 6h. A última vez que o rio chegou a cota de alerta foi no dia 29 de janeiro, quando marcou 13,64 metros. Desde então, o nível vinha oscilando entre 8 e 9 metros após um período de vazante. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ainda na segunda (30), o rio seguiu em elevação ao longo do dia, atingiu 14,01 metros às 18h e ultrapassou a cota de transbordo, fixada em 14 metros, pela terceira vez este ano. Além disso, também foi a quarta vez que o manancial ultrapassou a marca no período de três meses. Já na última terça-feira (31), o Rio Acre saiu da cota de transbordo, fixada em 14 metros, em menos de 24 horas, quando marcou 13,90 metros meia-noite. Ao meio-dia o manancial havia recuado 13 centímetros e registou 13,84 metros. Nível do Rio Acre recua, mas segue acima da cota de alerta em Rio Branco Dados da Defesa Civil mostram também que o nível do rio teve pequenas variações ao longo de terça-feira: 6h – 13,88 metros 9h – 13,88 metros 12h – 13,84 metros 15h – 13,85 metros 18h – 13,86 metros 21h – 13,86 metros (estabilizou) De acordo com o órgão, o comportamento do nível do Rio Acre está diretamente relacionado ao volume de chuvas registrado entre a última sexta-feira (27) e sábado (28), quando choveu quase 50 milímetros. Na terça-feira (31), o acumulado foi de apenas 0,20 milímetro em 24 horas. Já na madrugada desta quarta (1º), o volume subiu para 20,40 milímetros. A média de chuva esperada para março era de 276 milímetros e, segundo o órgão, até esta quarta (1º) já choveu 434 milímetros na capital. As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre em Rio Branco são: ⚠️ Atenção: 10 metros 🚨 Alerta: 13,50 metros ❗ Transbordamento: 14 metros Diante da situação, a Defesa Civil começou a mobilizar três escolas na capital para abrigar as famílias desabrigadas. Contudo, ainda não há pedido de retirada. O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, após a subida repentina do manancial, no último domingo (29), a Defesa Civil fez o mapeamento de dez bairros que podem ter as primeiras famílias retiradas. (Veja quais são mais abaixo) "Estamos preparando as escolas Anice Dib Jatene, Alvaro Rocha, Maria Lucia Marin e mais um ginásio para poder acolher situações de vítimas desabrigadas pela inundação do Rio Acre", afirmou. LEIA MAIS: Rio Acre recua e sai da cota de transbordo na capital acreana em menos de 1 dia Saque Calamidade: Acreanos podem solicitar benefício a partir desta segunda (9) Volume de chuvas já atinge mais de 80% do previsto para março em Rio Branco, diz Defesa Civil Conforme Falcão, após o transbordamento ainda existe uma folga de até 30 centímetros de subida para que as famílias comecem ser retiradas de casa. Contudo, o órgão já fez o mapeamento de quais bairros podem ser afetados com a nova cheia. "Também estamos fazendo o monitoramento a cada uma hora relacionado à pluviometria e nível do Rio Acre, não apenas em Rio Branco, mas em toda a sua extensão, verificando as possibilidades de velocidade de queda e de aumento em todos os municípios", destacou o coordenador. Bairros mapeados Ayrton Sena; Base; Seis de agosto; Cadeia Velha; Baixada da Habitasa; Aeroporto Velho; Taquari; Cidade Nova; Quinze; Triângulo. Histórico de cheias A primeira vez que o rio transbordou foi em 27 de dezembro do ano passado e marcou 14,03 metros. Já a segunda foi no dia 16 de janeiro, quando registrou 14,06 metros às 18h. O terceiro transbordamento ocorreu há dois meses, no dia 29 de janeiro, também às 18h. Após oito dias consecutivos de transbordamento, ainda na primeira cheia em 16 de janeiro, o manancial começou a baixar no dia 24 de janeiro, quando marcou 13,98 metros na medição das 5h. No entanto, poucos dias depois, o nível voltou a subir e a segunda cheia foi registrada quando o rio transbordou novamente no dia 29 de janeiro. Na ocasião, a elevação foi provocada pelas chuvas registradas na região de cabeceira. No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a vazar. Neste período, o maior nível do rio tinha sido registrado no dia anterior, quando marcou 15,44 metros na medição das 9h e atingiu mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital. Cheia do Rio Acre em 30 de março de 2026 Foto: Júnior Andrade/ Rede Amazônica Acre Além disso, de acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros e continuou em queda ao longo do dia. No dia 9 de fevereiro, depois de quase um mês acima da cota de atenção, o nível do Rio Acre baixou e as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começaram a retornar para casa. Ao todo, 39 famílias, que somavam 115 pessoas e 26 animais, estavam no parque naquela época. A capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média e registrou 114,4 milímetros, conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. O índice é o equivalente a 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/01/enchente-rio-acre-1-de-abril-de-2026.ghtml


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