Retomada do conflito no Estreito de Ormuz volta a criar cenário de incerteza e afeta preço do petróleo
15/07/2026
(Foto: Reprodução) Petróleo em alta
O preço do barril de petróleo do tipo Brent alcançou nesta terça-feira (14) o maior valor desde 12 de junho - quase US$ 87. À tarde, houve um recuo. Mas, ainda assim, fechou o dia em US$ 84 - alta de 1,7%. O consumidor brasileiro está sentindo as consequências da guerra na hora de abastecer o carro.
A retomada do conflito no Estreito de Ormuz voltou a criar um cenário de incerteza. Quando isso acontece, o preço do petróleo sobe, pressionando o preço dos combustíveis. Só em 2026, a gasolina já subiu 5,7%, e o diesel, 10,3%.
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A produção brasileira de petróleo em maio foi quase 17% maior que no mesmo período de 2025. Só que mais petróleo não significa preços de combustíveis mais baixos. Os preços da gasolina e do diesel no Brasil são baseados no valor do produto no mercado internacional.
“Isso acontece não só nos combustíveis. Isso acontece com o café, acontece com a carne, acontece com o trigo. Ou seja, todos os produtos que, de alguma maneira, têm uma correlação com o mercado internacional, eles tendem, de alguma maneira, a acompanhar esse mercado. O ideal é você adaptar o seu consumo. Por exemplo, se o diesel sobe muito, a gente tem que pra meios de substituir o diesel, por exemplo”, afirma David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP.
Consumidor brasileiro está sentindo as consequências da guerra na hora de abastecer o carro
Jornal Nacional/ Reprodução
O Brasil importa cerca de 25% do óleo diesel consumido no país. No início da guerra, o governo concedeu subsídios a produtores e importadores de combustíveis para evitar a disparada nos preços.
“O dilema do governo é: ou deixar os preços na bomba subirem ou aumentar os subsídios e prolongar o tempo desses subsídios. Essa é a escolha que o governo vai ter que fazer. E é uma escolha difícil porque, mais uma vez, tem implicações fiscais muito elevadas. A questão de ter produção doméstica é estratégica do ponto de vista de garantia de suprimento. Mas ela não resolve, por si só, o problema dos preços”, diz Edmar Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio.
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