Retirada de água das represas da Grande SP bate recorde em 2025
01/01/2026
(Foto: Reprodução) Sabesp bate recorde de captação em 2025
Em 2025, a Sabesp captou, em média, 71 mil litros de água por segundo das represas que abastecem a região metropolitana de São Paulo. Isso é um recorde histórico da companhia e cerca de 10% acima da média do que foi captado ao longo deste século. O valor ainda é 3% maior do captado em 2024 e quase 8% maior do que em 2023.
A alta do consumo e chuvas abaixo da média ajudaram a fazer com que as represas da Grande São Paulo fechassem o ano com 26,2% de sua capacidade, o pior índice desde a crise hídrica de 2014 e 2015.
A captação de água das represas obedece a órgãos reguladores estadual e federal, mas depende também da demanda da população por água. É notável, por exemplo, que em dias mais quentes, a alta do consumo de água por parte da população exige maior retirada dos mananciais.
O dia com maior captação de água foi em 23 de agosto, durante uma onda de tempo seco e calor fora de época. Foram 76 mil litros de água captados a cada segundo. Durante 252 dias de 2025, a captação ficou acima dos 70 mil litros por segundo. Para se ter uma ideia, durante 8 anos, entre 2015 e 2022, em nenhum dia, a captação chegou à marca dos 70 mil litros. Em 2024, a marca foi alcançada apenas 95 vezes e em 2023, foram 20 vezes.
Sabesp
Divulgação/Sabesp
A captação ficou acima desse índice até o final de agosto, quando se intensificaram as medidas de restrição da pressão nas tubulações que distribuem água pela grande São Paulo. A manobra tem como objetivo diminuir os inúmeros vazamentos da rede, principalmente durante a madrugada. Mas tem como efeito colateral a falta de água crônica principalmente em bairros mais altos e em imóveis sem caixa d'água.
Na série histórica, o segundo ano com maior captação de água das represas foi 2013, com média de 70 mil litros de água por segundo. O ano é justamente o que antecedeu a maior crise hídrica que assolou o estado entre 2014 e 2015. Em 2015, no ápice da crise e das medidas de economia de água, a média de captação foi de 52 mil litros por segundo.
Além da alta do consumo, o nível das represas também é impactado pelas chuvas abaixo da média. Em todo 2025, apenas em fevereiro, a chegada de água nas represas, pelas chuvas e rios, esteve na média. Nos outros 11 meses, a recarga esteve de 31% a 56% abaixo da média histórica.
Entre as medidas que poderiam amenizar a situação está o avanço de obras de combate a perdas de água nos vazamentos da rede de distribuição. Mas dados da própria Sabesp indicam que a companhia descumpriu suas metas de redução de perdas nos anos de 2023 e 2024.
Aumento da tarifa
Tarifa da Sabesp terá aumento de 6,11% em 2026
A chegada do ano novo em São Paulo é acompanhada nesta quinta-feira (1°) pelo reajuste nas contas de água da Sabesp no estado.
A tarifa básica de água sofre um reajuste de 6,11% a partir deste 1° dia do ano de 2026. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é a empresa responsável por fornecer água potável, coletar e tratar esgoto.