Reino Unido firma acordo comercial com o Golfo Pérsico em meio à guerra no Irã

  • 20/05/2026
O governo do Reino Unido afirmou nesta quarta-feira (20) que fechou um acordo comercial com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), no valor de aproximadamente US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões) por ano a longo prazo. A expectativa é que o tratado aprofunde os laços econômicos de Londres com aliados da região. O CCG é composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O acordo surge após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, que desencadearam ataques iranianos contra outros países da região, pressionando o fornecimento de energia e alimentos. "Num momento de crescente instabilidade, o anúncio de hoje envia um sinal claro de confiança, dando aos exportadores do Reino Unido a certeza de que precisam para planear o futuro", afirmou o ministro do comércio britânico, Peter Kyle. O governo britânico afirmou que o acordo superou a estimativa anterior, de 1,6 bilhão de libras (US$ 2,1 bilhões ou R$ 10,8 bilhões). O aumento veio após o tratado ir além das expectativas em relação à liberalização comercial e aos compromissos com o setor de serviços. O acordo eliminará 93% das tarifas do CCG sobre produtos britânicos — o que equivale à remoção de 580 milhões de libras esterlinas (US$ 777 milhões ou R$ 3,9 bilhões) em tarifas até o décimo ano do acordo. A expectativa é que dois terços das tarifas sejam removidas assim que o acordo entrar em vigor. O governo afirmou que os setores automotivo, aeroespacial, eletrônico e de alimentos e bebidas estariam entre os beneficiados, com cereais, queijo cheddar, chocolate e manteiga ficando isentos de tarifas. Em contrapartida, a Grã-Bretanha reduziu as tarifas para os países do Conselho de Cooperação do Golfo, embora as principais exportações desses países para a Grã-Bretanha, petróleo e gás, já estejam isentas. Em relação aos serviços, o Reino Unido garantiu o acesso atual ao Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para que as empresas pudessem se expandir sem enfrentar novas barreiras, enquanto os países do Golfo também podem desenvolver seus próprios setores de serviços por meio do acordo. O acordo não altera nem enfraquece os padrões britânicos de proteção ambiental ou de dados, e também não contém nenhuma menção a direitos humanos, afirmou o governo do Reino Unido. Alguns ativistas haviam alertado o governo britânico contra o desrespeito aos direitos humanos em qualquer acordo com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Tom Wills, diretor do Trade Justice Movement, afirmou que "ao não negociar quaisquer proteções de direitos humanos aplicáveis ​​no âmbito do acordo, o Reino Unido deu um passo moral para trás". O acordo contém um capítulo de proteção ao investidor para estender as disposições aos três estados do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que não estavam anteriormente abrangidos por tais tratados, e inclui a Resolução de Controvérsias entre Investidores e Estados, um mecanismo que Wills também criticou por permitir que investidores do Golfo processassem o governo britânico. *Esta reportagem está em atualização

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/20/reino-unido-acordo-golfo-persico.ghtml


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