Quem eram a estudante de medicina rondoniense e a mãe que morreram em um acidente em MT
16/01/2026
(Foto: Reprodução) Estudante de medicina Hilda Isabela Bianchini, de 25 anos, e a mãe dela, Cleusi Terezinha Michalczuk Bianchini, de 59 anos
Reprodução/Redes sociais
A rondoniense Cleusi Terezinha Michalczuk Bianchini, de 59, se mudou para o Mato Grosso para realizar o sonho da filha, Hilda Isabela Bianchini, de 25 anos: fazer faculdade de medicina. Na quinta-feira (15), as duas morreram em um acidente de carro na BR-070, em Cáceres.
Mãe e filha eram naturais de Nova Brasilândia d’Oeste (RO) e viviam juntas em Mato Grosso desde que Hilda iniciou o curso de Medicina. A família já havia enfrentado outra tragédia: o pai da estudante morreu em um acidente de trânsito há cerca de 20 anos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro em que elas estavam bateu contra um caminhão. O Corpo de Bombeiros informou que Hilda e Cleusi ficaram presas às ferragens e morreram ainda no local.
A jovem Hilda se destacava pela dedicação aos estudos e foi uma das fundadoras da Liga de Cirurgia Geral do Pantanal (LCGPAN), considerada um dos legados que deixou para os colegas acadêmicos.
Amigos, familiares e professores relataram ao g1 que ainda estão “sem acreditar” na fatalidade. A jovem era descrita como dedicada e apaixonada pela profissão que escolheu.
Hilda (de azul) com colegas membros da Liga de Cirurgia Geral do Pantanal (LCGPAN)
Reprodução/Liga de Cirurgia Geral do Pantanal (LCGPAN)
Uma das amigas que Hilda fez na faculdade, Giovana Fornaciari, lembra que a estudante era dedicada e esforçada, sempre cumprindo com excelência tudo o que se propunha a fazer. Além dos estudos, Hilda participava da atlética como atleta, se envolvia em projetos sociais e alimentava o sonho de se tornar cirurgiã geral.
“Parecia ter energia infinita. Tudo porque amava o que fazia e acreditava muito na medicina. Ela tinha muitos planos, muitos sonhos. Queria ser cirurgiã, e não tenho a menor dúvida de que seria uma profissional maravilhosa, competente e extremamente humana”, relembra Giovana.
A professora Letícia Zillo também destacou o protagonismo da jovem na vida acadêmica. Segundo ela, Hilda estava prestes a se formar e já fazia planos para seguir carreira na área cirúrgica.
“Era uma pessoa extremamente idônea. Fiquei em choque com a notícia, muito triste. Hilda sonhava em ser cirurgiã e estava quase concluindo o curso. Caminhávamos juntas nessa reta final para alguma área cirúrgica. Meses atrás, conversamos sobre residências em MT e RO”, contou a professora.
Hilda e colegas de faculdade em Cáceres (homenagem)
Reprodução/acervo pessoal
Uma amiga de adolescência de Hilda, relembrou que as duas eram inseparáveis. Com o tempo, mesmo com distância após a mudança de cidade, o carinho e a amizade permaneceram.
“Ela era uma pessoa muito amada, brincalhona e também brava”, recorda a amiga.
O primo de Hilda, Haroldo Bianchini, contou que todos os primos eram muito próximos na infância, mas, com as responsabilidades da vida adulta, o contato diminuiu. Ainda assim, eles mantinham a comunicação, e Hilda compartilhava com ele o sonho de cursar Medicina.
“Faz cerca de um ano que a gente se encontrou. Eu fui até Cáceres em uma viagem de moto. Ela ficou muito feliz em me ver, e conversamos bastante sobre várias coisas. A mãe dela sempre ficava muito feliz em me ver”, relembra.”, relembra Haroldo.
Primos de Hilda prestam as últimas homenagens a jovem e relembram à adolescência (homenagem redes sociais)
Reprodução/Redes sociais
Haroldo destaca ainda que a família já havia enfrentado a perda do pai de Hilda, há cerca de 20 anos, também em um acidente de trânsito, e que a morte da mãe e da filha aprofunda ainda mais o vazio deixado pelos três irmãos.
“Todo mundo estava se esforçando muito pra ela se formar médica. Faltava pouco tempo. Vai ficar um vazio muito grande pra todo mundo.”
O velório de Hilda e Cleusi contece em Cacoal (RO). O enterro está marcado para o próximo sábado (17).
Estudante de medicina Hilda Isabela Bianchini, de 25 anos
Reprodução/Redes sociais