Quem é Tereza Cristina, e por que Flávio Bolsonaro a chamou de 'sonho de consumo' para vice em sua chapa

  • 31/07/2026
(Foto: Reprodução)
Flávio Bolsonaro diz que respeita decisão do PP sobre Tereza Cristina A cinco dias do fim do prazo para o registro das chapas presidenciais, o nome mais cobiçado da corrida pela vaga de vice de Flávio Bolsonaro (PL) saiu de cena, ao menos oficialmente. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a aceitar o convite do candidato, mas a decisão do Progressistas (PP) de manter neutralidade na disputa presidencial travou a indicação. Nesta sexta-feira (31), Flávio agradeceu publicamente à senadora, disse ter ficado "muito honrado" com a disposição dela e deixou a porta entreaberta: "Até o dia 5 tudo pode acontecer". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em abril na abertura da Expogrande, em Campo Grande, Flávio foi questionado sobre a vaga e definiu a senadora como "sonho de consumo de todo mundo", classificando-a como uma das maiores referências do agronegócio brasileiro. Tereza Cristina, fiel ao estilo discreto, desviou do assunto e preferiu falar dos juros altos que sufocam os produtores rurais. A busca pelo nome da senadora sul-mato-grossense de 72 anos se apoia em três fatores: o peso dela no agronegócio, sua condição de ponte entre o Centrão e o bolsonarismo e o fato de ser mulher, num momento em que pesquisas apontam dificuldades de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto do eleitorado feminino. Forte no agro Nascida em Campo Grande em 1954, quando a cidade ainda pertencia ao antigo Mato Grosso, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa, que governou Mato Grosso no início do século 20. Engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa (MG), construiu carreira como empresária rural antes de entrar na vida pública. Senadora Tereza Cristina (PP-MS). Andressa Anholete/Agência Senado Seu primeiro cargo de peso foi como secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo de Mato Grosso do Sul, função que exerceu de 2007 a 2014, no governo André Puccinelli (MDB). Dali foi para a Câmara dos Deputados, eleita em 2014 pelo PSB e reeleita em 2018, já pelo DEM. Em Brasília se consolidou como a principal voz do agronegócio no Congresso. Presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a bancada ruralista que reúne mais de 200 parlamentares, e comandou a articulação do projeto de lei que flexibilizou as regras de registro de agrotóxicos no país. Ministra de Bolsonaro A projeção nacional veio em 2019, quando assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no governo de Jair Bolsonaro, indicada pela própria FPA. Ficou no cargo até março de 2022 e colheu resultados expressivos nas exportações do agro, que bateram recorde em 2021 e ajudaram a sustentar a economia durante a pandemia. A gestão, porém, também acumulou críticas pelo ritmo acelerado de liberação de novos agrotóxicos. Já naquele ano, seu nome circulou como possível vice na chapa de reeleição de Bolsonaro, mas a escolha acabou recaindo sobre Walter Braga Netto. Tereza Cristina, então, disputou o Senado por Mato Grosso do Sul e obteve uma das votações mais expressivas do país: 829.149 votos, quase 61% dos válidos, a maior votação da história do estado para o cargo. Derrotou com folga o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O que ela representaria na chapa Ela é, ao mesmo tempo, quadro do Centrão, filiada ao PP do senador Ciro Nogueira, e figura de confiança do bolsonarismo, com passagem elogiada pelo governo do ex-presidente. Tem trânsito fluido no agronegócio, setor decisivo para o financiamento e a mobilização eleitoral da direita, e agrega experiência de gestão à chapa. Há ainda o cálculo eleitoral: pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro enfrenta resistência maior entre as eleitoras, e uma vice mulher, com perfil técnico e discurso moderado, é vista por aliados como um caminho para reduzir essa desvantagem. A neutralidade decretada pela Executiva Nacional do PP, após divergências internas sobre o apoio à candidatura, esfriou o plano, mas não rompeu a aliança pessoal. Segundo Flávio, os dois conversaram nesta sexta-feira e Tereza Cristina seguirá engajada na campanha, ao seu lado nas próximas agendas em Brasília. "Eu sou brasileiro, não desisto nunca", resumiu o candidato.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/31/quem-e-tereza-cristina-e-por-que-flavio-bolsonaro-a-chamou-de-sonho-de-consumo-para-vice-em-sua-chapa.ghtml


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