Quem é Bruno Mafra, cantor de technobrega do Pará condenado por abuso sexual de crianças
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Justiça mantém condenação contra cantor Bruno Mafra por estupro de vulnerável
Com shows que chegaram a reunir cerca de 15 mil pessoas e apresentações em países vizinhos como Suriname, Guiana Francesa e Venezuela, a banda Bruno e Trio consolidou Bruno Mafra como um dos nomes mais conhecidos do technobrega no Norte e Nordeste.
Bruno Mafra foi condenado pela Justiça do Pará a 32 anos de prisão por abuso sexual de duas meninas. A informação sobre a condenação foi divulgada nesta sexta-feira (27) pelo advogado assistente de acusação. O acusado nega o crime.
Os crimes ocorreram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham entre 5 e 9 anos. Bruno se pronunciou nas redes sociais da banda, afirmando ser inocente das acusações, dizendo confiar na Justiça e no devido processo legal, e ressaltando que não participará de debates públicos sobre o caso enquanto os recursos são analisados.
Artista Bruno, da banda Bruno e Trio
Victor Vidigal/g1
Bruno Mafra, da Bruno e Trio, é condenado por estupro de vulnerável no Pará
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Quem é Bruno Mafra
Bruno Nóbrega Mafra, conhecido artisticamente como Bruno, é natural de Belém , capital do Pará. Antes de se dedicar integralmente à música, cursou Psicologia.
Iniciou a carreira musical ainda jovem e liderou a banda Bruno e Trio por mais de 20 anos, construindo uma base de fãs sólida e lançando músicas que marcaram o repertório afetivo da região, como “24 Horas”, “Pode Me Prender”, “Garimpo”, “Super-Herói” e “Criança Perdida”.
Em 2017, ele se mudou para Portugal, buscando ampliar sua atuação internacional — embora não haja confirmação sobre sua residência atual.
A banda se apresentou em diversas cidades brasileiras e países vizinhos, reunindo grandes públicos e consolidando Bruno como referência regional do technobrega. Apesar da popularidade, não há registros de premiações nacionais ou parcerias com artistas mainstream de grande projeção.
Condenação criminal e contexto do caso
O caso veio a público em 2019, quando as vítimas denunciaram os abusos. O advogado assistente de acusação, Ivanildo Alves, confirmou que a condenação em primeira instância foi confirmada em segunda instância. O acervo probatório incluiu depoimentos das vítimas, depoimentos de testemunhas e provas periciais.
Enquanto os recursos forem analisados, Bruno permanece em liberdade, conforme prevê o Código de Processo Penal, que permite recorrer até o trânsito em julgado da sentença. O processo corre sob segredo de justiça, garantindo a proteção da identidade e integridade das vítimas, e não há informações confirmadas sobre a residência atual de Bruno ou sobre a família no Brasil.
Acusado nega
Bruno divulgou nota oficial nas redes sociais da banda, afirmando ser inocente das acusações. Na mensagem, ele declarou confiar plenamente na Justiça e no devido processo legal, ressaltou que respeita o andamento do processo enquanto permanece em liberdade e informou que não participará de debates públicos sobre o caso.
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