Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório
08/08/2026
(Foto: Reprodução) Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica
A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica.
A médica Ana Júlia Rezende levou um susto quando descobriu a esclerose múltipla aos 19 anos:
“Eu acordei um dia e eu sentia como se os meus pés estivessem dentro de um formigueiro mesmo, que progressivamente atingiu até o nível dos meus joelhos”, conta.
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Há cinco anos, ela começou o tratamento. Com acompanhamento médico e remédio, mudou o estilo de vida.
“Comecei a praticar atividade física de forma regular, que eu comecei a priorizar a minha alimentação de forma saudável”, diz Ana Júlia.
No continente americano, 470 milhões de pessoas são afetadas por doenças neurológicas. A pesquisa foi feita por amostragem e não traz dados específicos do Brasil. Esclerose múltipla, enxaqueca, acidente vascular cerebral, epilepsia, doença de Alzheimer, transtornos do espectro autista são distúrbios que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Prejudicam o movimento, a memória, o aprendizado, a comunicação e o comportamento.
De acordo com o estudo da Organização Pan-Americana da Saúde, demências como Alzheimer são os distúrbios que mais atingem os idosos. Já entre os adolescentes e jovens adultos, a enxaqueca surgiu como uma das principais causas de incapacidade.
Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas o relatório constatou também que boa parte dessas doenças pode ser evitada com mudanças de hábito. A hipertensão arterial, por exemplo, é apontada como principal fator de risco para o AVC, uma das doenças que mais matam no Brasil, juntamente com o infarto. Segundo os médicos, a pressão alta pode ser prevenida reduzindo o sal na alimentação e evitando os alimentos ultraprocessados. A pesquisa mostrou ainda que níveis elevados de glicose no sangue contribuíram significativamente para a alta incidência da doença de Alzheimer e outras demências.
“O principal caminho é através da alimentação. Fazer atividade física regular, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica. A nossa população está cada vez envelhecendo mais. Isso é ótimo. Mas a gente quer ter vida com qualidade e, para ter vida com qualidade, a gente precisa cuidar desde agora”, afirma a neuroimunologista Juliana Santiago.
Está aí a explicação para a caminhada diária do psicólogo Denilson Rodrigues Figueiredo:
“Quando você está fazendo uma caminhada, está fazendo uma atividade, você não está cuidando só do seu corpo, é um cuidado geral, integral”, afirma.
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