Projeto prevê 14 miniquiosques e novas regras para ambulantes na faixa de areia de Caraguatatuba
17/08/2026
(Foto: Reprodução) Projeto organiza faixas de areia de Caraguatatuba
Um projeto da Prefeitura de Caraguatatuba prevê mudanças na organização da faixa de areia das praias da cidade. A proposta estabelece áreas específicas para ambulantes, instalação de 14 miniquiosques de madeira e regras para a ocupação do espaço pelos trabalhadores.
A ideia é reorganizar a faixa de areia e ampliar o espaço livre para os banhistas. O projeto já foi implantado na Praia da Cocanha, na região norte, e agora deve ser levado para a Martim de Sá, uma das praias mais movimentadas do município.
Na prática, a proposta prevê a divisão da faixa de areia em três partes. A área da Martim de Sá, no entanto, é mais estreita do que a da Cocanha, o que exige uma adaptação do modelo.
Como serão os miniquiosques
Na Martim de Sá, estão previstos 14 miniquiosques de madeira. Cada estrutura terá 2,5 metros de largura por 2,5 metros de comprimento e deverá ficar a 40 metros de distância das demais.
Os espaços serão destinados principalmente a ambulantes que vendem artigos de praia, como roupas e brinquedos. O projeto estabelece critérios de prioridade para a ocupação dos miniquiosques.
Entre eles estão:
pessoas com deficiência;
idosos que já não conseguem trabalhar de forma itinerante;
responsáveis por filhos com transtorno do espectro autista que precisam de mais suporte;
ambulantes que trabalham na Martim de Sá há mais de 20 anos.
A construção dos miniquiosques será paga pelos próprios ambulantes autorizados a utilizar os espaços.
Praia Martim de Sá, em Caraguatatuba, deve receber projeto de organização da faixa de areia.
Reprodução/Rede Vanguarda
Ambulantes não poderão mais circular pela praia
Uma mudança prevista pelo projeto é a forma de abordagem aos clientes. Os ambulantes que forem autorizados a ocupar os espaços deverão permanecer nos pontos definidos e não poderão mais circular entre os guarda-sóis para oferecer os produtos.
A mudança gera preocupação entre os trabalhadores, que temem uma redução nas vendas.
Segundo a Prefeitura, o objetivo da proposta é organizar a ocupação da faixa de areia, reduzir a disputa por espaço entre os trabalhadores e garantir uma área maior para os banhistas, principalmente durante a alta temporada, quando a Martim de Sá fica lotada.
A Prefeitura ainda trabalha na implantação do projeto na praia e deve definir os detalhes da distribuição dos espaços e dos critérios para os ambulantes.
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