Profissionais do Samu protestam contra cortes e alertam para redução de equipes em BH
22/04/2026
(Foto: Reprodução) Profissionais do Samu protestam contra cortes e alertam para redução de equipes em BH
Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) protestaram nesta quarta-feira (22) em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, no Centro da capital.
Eles se manifestaram contra os cortes anunciados pelo município na área da saúde e alertaram para os riscos da redução de equipes no atendimento de urgência.
A partir de maio, pelo menos 34 profissionais do Samu terão seus contratos encerrados. Além disso, 21 trabalhadores estão de licença, o que representa uma redução de 55 pessoas nas equipes, cerca de 8% do efetivo total.
Com faixas e carro de som, os manifestantes chamaram a atenção da população para os possíveis impactos dessas mudanças.
Segundo a categoria, com esses cortes, a preocupação é com a alteração na composição das equipes das ambulâncias de menor complexidade.
A Prefeitura confirmou que os contratos não serão renovados, mas não comentou sobre a possível piora no serviço (saiba mais abaixo).
Manifestação aconteceu nesta quarta-feira, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte.
TV Globo
Ambulâncias com um técnico de enfermagem
Atualmente, cada unidade conta com dois técnicos de enfermagem, mas, com a mudança, parte das ambulâncias passarão a circular com apenas um técnico e o motorista.
A enfermeira Érika Santos destacou que o quadro atual já é insuficiente.
“O Samu de Belo Horizonte hoje possui 21 unidades básicas de saúde que trabalham com dois técnicos de enfermagem pra atender 2 milhões e meio de habitantes. Hoje, esse número já é insuficiente. Não tem como um lugar onde dois técnicos de enfermagem fazem uma assistência a Prefeitura acreditar que com um é possível”, afirmou.
A categoria pede que a prefeitura repense o plano de cancelamento de contratos. Rodrigo Pereira, membro do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais, também criticou a decisão.
“O que vai acontecer em BH é que vai chegar uma ambulância com um técnico, que vai solicitar uma outra ambulância, e a população de Belo Horizonte vai ficar totalmente desqualificada dentro do serviço”, completou.
A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que os contratos dos 34 profissionais incorporados ao Samu durante a pandemia não serão renovados.
O Samu conta atualmente com cerca de 710 funcionários. Segundo o município, as escalas serão reorganizadas para manter o mesmo número de ambulâncias em circulação e o modelo de unidade com um técnico de enfermagem e um condutor já é utilizado em outras cidades, passando a vigorar em Belo Horizonte a partir de maio.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que 13 unidades de suporte básico vão operar com apenas um técnico de enfermagem, enquanto outras nove ambulâncias terão dois profissionais por plantão. Sobre a possível piora no serviço e uma eventual sobrecarga dos funcionários, a prefeitura não se manifestou.
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