Primárias democratas expõem racha entre esquerda e centro antes das eleições de meio de mandato nos EUA

  • 12/08/2026
Departamento de Estado Americano reforça ideia de 'domínio' dos EUA nas Américas À medida que se aproximam as eleições de meio de mandato, em novembro, o conflito interno – que se repete em diferentes estados dos Estados Unidos – deverá definir o rumo de um partido que busca a melhor maneira de se opor ao presidente Donald Trump. Em Minnesota, estado tradicionalmente democrata, com seis milhões de habitantes e situado na fronteira com o Canadá, a indicação democrata para uma vaga no Senado ficou com Peggy Flanagan, candidata da ala esquerda. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ela obteve uma ampla vitória, com 59% dos votos contra 39% de sua rival moderada, Angie Craig, apoiada pelas lideranças do partido, segundo as projeções da imprensa após a apuração de quase todos os votos. Em Wisconsin, onde a primária decidiria o candidato ao governador estadual, o centrista David Crowley, por outro lado, superou por margem mínima a candidata da ala esquerda, Francesca Hong, que era a grande favorita nas pesquisas antes da votação. Crowley venceu por menos de meio ponto percentual: 39,8% dos votos contra 39,4%, segundo projeções da CNN, CBS e NBC após a apuração de 98% dos votos. LEIA TAMBÉM Equipe de Trump testa mensagem anticomunista para eleições de meio de mandato Reuters/Ipsos: 63% desaprovam e 35% aprovam o governo de Donald Trump Democratas barram projeto de R$ 5,15 trilhões à Defesa em protesto contra guerra no Irã A candidata de esquerda vencedora em Minnesota recebeu rapidamente o apoio de sua rival para a eleição ao Senado em novembro. Diante de seus apoiadores, Peggy Flanagan, de 46 anos, vice-governadora de Minnesota, destacou que os eleitores terão pela frente uma “escolha fundamental”: “saber se nosso governo serve à maioria ou ao dinheiro”. “Dou a ela meu apoio total”, escreveu Angie Craig na rede social X, elogiando seu compromisso “admirável”. Inflação e corrupção Os programas das duas candidatas coincidiam em várias prioridades, como o custo de vida, em um contexto de inflação persistente. Ambas também afirmavam querer combater a corrupção, além de se oporem à política de repressão à imigração adotada pelo governo Trump. Minnesota havia sido, no início do ano, o epicentro dos protestos contra essas políticas anti-imigração, especialmente após a morte, em Minneapolis, de dois manifestantes americanos, Renée Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais. Em novembro, Flanagan enfrentará a ex-jornalista esportiva Michele Tafoya, candidata republicana, pela vaga no Senado. No vizinho Wisconsin, o suspense durou até tarde da noite, antes que a primária democrata para escolher o futuro candidato a governador terminasse, por uma margem mínima, em favor do candidato centrista David Crowley. Sua rival da ala esquerda democrata, Francesca Hong, integrante do Parlamento estadual de Wisconsin, era a grande favorita nas pesquisas realizadas antes da votação, apesar de controvérsias envolvendo declarações feitas anteriormente. A parlamentar de 37 anos, filha de imigrantes sul-coreanos, havia sido alvo de críticas nas últimas semanas por ter defendido alguns anos atrás a retirada do financiamento da polícia e também por ter declarado que detestava o Thanksgiving, uma das principais festas familiares americanas. Francesca Hong posteriormente voltou atrás nessas declarações. Do outro lado, David Crowley tinha o apoio do atual governador, Tony Evers. O político afro-americano de 40 anos defende uma plataforma moderada e destaca sua experiência à frente do condado de Milwaukee, o mais populoso do estado. "Swing state" Na visão dos republicanos, uma vitória de Francesca Hong na primária democrata poderia representar uma oportunidade de ouro para recuperar o governo de Wisconsin, considerado um estado-pêndulo (swing state). O Partido Republicano de Donald Trump vem intensificando os ataques contra esses candidatos da ala esquerda democrata, afirmando que o partido está agora sob o controle de uma “facção comunista”, termo usado como espantalho político nos Estados Unidos. Também houve uma primária especial na terça-feira, na Carolina do Sul, para escolher o candidato republicano a uma vaga no Senado em novembro, após a morte de Lindsey Graham. Sua irmã, Darline Graham, que havia herdado a vaga, enfrentará Ralph Norman em um segundo turno no fim de agosto. Apoiada por Donald Trump, Darline Graham é a favorita para obter a indicação republicana nesse estado tradicionalmente dominado pelo Partido Republicano. com AFP

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/12/primarias-democratas-expoem-racha-entre-esquerda-e-centro-antes-das-eleicoes-de-meio-de-mandato-nos-eua.ghtml


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