Prefeitura de Duque de Caxias derruba monumento de Oscar Niemeyer para instalar torre de segurança
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Prefeitura de Duque de Caxias derruba monumento de Oscar Niemeyer para instalar torre de segurança
Um monumento projetado por Oscar Niemeyer foi derrubado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para a instalação de uma torre de segurança com câmeras e tecnologia de inteligência artificial.
A obra, intitulada Movimento do Trabalhador, ficava às margens da Rodovia Washington Luís e foi construída em 2006.
Segundo a prefeitura, a retirada do monumento foi necessária por causa da grande movimentação na área, onde seria instalada a estrutura de monitoramento.
Após questionamentos, o município informou que ainda pretende instalar uma segunda torre de segurança no local, mas não esclareceu se ela poderia ser posicionada em outro ponto próximo, sem a derrubada da obra.
Em nota, a prefeitura afirmou que, antes da remoção, foi realizada uma pesquisa técnica que não identificou qualquer tipo de tombamento do monumento em âmbito federal, estadual ou municipal.
Prefeitura de Duque de Caxias derruba monumento de Oscar Niemeyer para instalar torre de segurança
Reprodução/TV Globo
A destruição da obra gerou críticas de moradores da cidade, que registraram imagens dos escombros e manifestaram indignação nas redes sociais.
De acordo com Kadu Niemeyer, neto do arquiteto, a obra foi uma das primeiras a utilizar concreto branco, material pouco comum à época.
“Na época em que essa obra foi construída não se usava o concreto branco. Era uma coisa rara, foi um dos primeiros projetos em que se usou o concreto branco. Quando não entendemos o valor do que temos, perdemos mais do que um prédio, perdemos história e referência”, afirma o neto.
Essa não é a primeira polêmica envolvendo a Prefeitura de Duque de Caxias e obras de Niemeyer. Em 2021, a marquise do Teatro Raul Cortez, no Centro, foi fechada com tijolos, o que descaracterizou o projeto original.
Na ocasião, a prefeitura afirmou que a intervenção atendia a uma exigência do Corpo de Bombeiros e que tinha autorização do escritório de Niemeyer. O bisneto do arquiteto, Paulo Niemeyer, negou a autorização.