Polícia Civil fecha fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá; produção rendia até R$ 15 mil por dia
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil fecha fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá
A Polícia Civil fechou, nesta quinta-feira (7), uma fábrica clandestina de linha chilena que funcionava em uma casa alugada na Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio.
Segundo os investigadores, o imóvel era usado exclusivamente para a produção do material cortante, considerado ilegal.
Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e da Delegacia de Acervo Cartorário (DEAC) encontraram o local em funcionamento no momento da operação. As máquinas estavam ligadas e havia grande quantidade de carretéis, linhas e outros materiais usados na fabricação da linha chilena.
As pessoas que estavam no imóvel foram levadas para prestar depoimento. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia.
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Máquinas, carretéis e materiais usados na produção de linha chilena foram apreendidos durante a operação em Jacarepaguá
Reprodução/TV Globo
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Denúncias anônimas
De acordo com a investigação, o galpão vinha sendo monitorado havia cerca de um mês após denúncias anônimas. A polícia afirma que o espaço era considerado um dos maiores pontos de produção de linha chilena da região de Jacarepaguá.
No local, os agentes encontraram uma estrutura completa de fabricação, com máquinas, carretéis e caixas de linhas que passavam por um processo com quartzo para ficarem ainda mais cortantes.
Segundo a polícia, os trabalhadores manipulavam os produtos sem qualquer equipamento de proteção.
A estimativa dos investigadores é que a fábrica produzia cerca de 50 carretéis por dia. Cada unidade era vendida por aproximadamente R$ 300, o que gerava um faturamento diário de até R$ 15 mil.
A linha chilena é considerada até quatro vezes mais cortante do que a linha com cerol. Produzir, vender ou utilizar esse tipo de material é crime no estado do Rio de Janeiro.
Durante a ação, um dos homens encontrados no imóvel afirmou que “acidente de carro e moto mata mais do que linha chilena”.
Polícia Civil encontrou uma estrutura completa de fabricação de linha chilena funcionando dentro de uma casa alugada
Reprodução/TV Globo
O caso acontece em meio ao aumento das denúncias relacionadas ao uso de linha chilena no estado. Segundo dados do Disque-Denúncia, foram registrados 561 casos em 2024. No ano passado, o número subiu para 1.203 ocorrências.
Desde janeiro até o dia 5 de maio, foram contabilizadas 251 denúncias.
Vítima de linha chilena
Leandro morreu atingido por linha chilena no pescoço
Reprodução/TV Globo
Em abril, o administrador de empresas Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena enquanto passava de moto por Cascadura, na Zona Norte do Rio.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que ele seguia pela via e cai da moto após ser atingido pela linha.
Leandro chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a família, ele era viúvo, deixou uma filha de 15 anos e se preparava para concluir a faculdade de Direito ainda neste ano.
Como denunciar
A polícia orienta que denúncias sobre fabricação, venda ou uso de linha chilena e cerol podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia, pelo telefone 21 2253-1177.
As informações também podem ser enviadas pelo site e aplicativo da central de denúncias.