Polícia Civil faz reconstituição de feminicídio em Campo Belo; suspeito mudou versão sobre crime

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil faz reconstituição de feminicídio em Campo Belo; suspeito mudou versão A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta‑feira (17), a reprodução simulada do feminicídio que vitimou Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, em Campo Belo (MG). O crime ocorreu no domingo de Páscoa, no bairro Arnaldos, e tem como principal suspeito o filho da vítima, Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, que está preso. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A reconstituição começou às 8h21 e terminou por volta das 9h40, totalizando cerca de 1 hora e 20 minutos. Logo nas primeiras horas da manhã, policiais civis, peritos, policiais penais e o próprio suspeito estiveram no local do crime. A movimentação chamou a atenção de moradores da região. Após o término do trabalho, Jorge Miguel da Silva foi reconduzido ao presídio de Campo Belo, onde permanece preso enquanto o inquérito segue em andamento. Filho matou a mãe em MG após discussão por conta de energia elétrica, diz Polícia Civil Reprodução EPTV / Redes Sociais Mudança na versão sobre o horário do crime Segundo a Polícia Civil, um dos principais pontos esclarecidos com a reprodução simulada foi o horário da morte de Rosilene, que apresentava contradições nas versões dadas pelo suspeito durante o inquérito. De acordo com a delegada Raffaela Franco Santos, responsável pela investigação, o homem havia afirmado inicialmente que o crime ocorreu no fim do dia, mas os elementos levantados pela polícia indicavam outro período. “A primeira peça que estava um pouco incompatível com os demais elementos de prova era relacionada ao horário desse crime. Ele dizia que havia ceifado a vida da mãe no final do dia, no final do domingo de Páscoa. Mas a nossa investigação apontava para que esse crime tivesse acontecido no início da manhã.” Ainda conforme a delegada, durante a reconstituição, o suspeito alterou a versão, tornando‑a compatível com o que a investigação já indicava. “Ali na hora, ele mudou realmente a versão e agora está mais compatível com aquilo que a investigação seguia. Ele informou que matou a mãe por volta entre 8 e 9 horas da manhã, logo após chegar da casa da namorada, onde havia dormido depois de ter ido a uma festa na cidade de Varginha.” Filho matou a mãe em MG após discussão por conta de energia elétrica, diz Polícia Civil Reprodução / Redes Sociais Corpo foi ocultado com ‘barreiras’ dentro da casa, diz polícia Outro ponto esclarecido foi como o suspeito conseguiu manter o corpo escondido por três dias, mesmo com pessoas procurando pela vítima. Segundo a delegada, o corpo foi ocultado em um cômodo da casa e escondido com o uso de objetos para dificultar a visualização. “Para ocultar esse corpo, ele utilizou algumas caixas para fazer como se fosse uma barreira, um muro de proteção, para que alguém, se tivesse acesso à cozinha da residência, não visse o corpo naquele cômodo ao lado. Além disso, a porta ficava entreaberta, formando duas barreiras de proteção.” Ainda segundo a investigação, o suspeito usou produtos de limpeza para tentar disfarçar o cheiro da decomposição. “Ele confirmou que utilizava desinfetante e cloro para mascarar o cheiro que começou a exalar do corpo.” Durante a reprodução simulada, o suspeito também demonstrou como matou a mãe. A Polícia Civil aponta que Rosilene morreu por asfixia, após ser imobilizada. “Esse golpe ele reproduziu lá na hora para que ficasse bem claro como aconteceu o crime. Eles discutiram, caíram no chão e ele apertou mais para que fosse definitivamente matada a vítima.” Polícia faz reconstituição de feminicídio em Campo Belo; filho confessou ter matado a mãe Polícia descarta versão de que filho cobrava dívidas da mãe A delegada também afirmou que a investigação desconstruiu a narrativa inicial apresentada por Jorge Miguel, de que a discussão teria começado porque a mãe não pagou contas da casa. “Em um primeiro momento, ele diz que cobrava da mãe dívidas que não foram pagas e que ela teria avançado nele. A investigação aponta que era o contrário: ele devia contas de água e energia, que foram cortadas próximo da data do crime.” “A mãe sempre cobrava responsabilidade dele, principalmente em relação ao filho e às despesas da casa. Isso deixou ele nervoso e, infelizmente, resultou nesse crime totalmente ilegítimo e sem qualquer justificativa.”, completou. Familiares acompanham reconstituição e pedem justiça Dois familiares de Rosilene acompanharam a reconstituição: um dos filhos da vítima e a ex‑sogra. Ambos demonstraram forte abalo emocional. O filho Vitor, irmão do suspeito, disse que, apesar do pouco contato com a mãe, nada justifica a violência. “Que a justiça seja feita, entendeu? Que ele fale a verdade de tudo que aconteceu realmente. Que pague pelo que ele fez. Foi crueldade demais. Nada vai justificar isso e muito menos trazer minha mãe de volta.” Além de feminicídio e ocultação de cadáver, a Polícia Civil informou que pode incluir o crime de tráfico de drogas no inquérito. Durante a reconstituição, foram encontrados comprimidos de droga sintética na residência. O caso segue sob investigação. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/04/17/policia-civil-faz-reconstituicao-de-feminicidio-em-campo-belo-suspeito-mudou-versao-sobre-crime.ghtml


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