PM preso dentro de batalhão por extorsão e estupro em Maricá usou celular da esposa para ameaçar vítima, diz polícia
05/02/2026
(Foto: Reprodução) PM é preso dentro de batalhão por roubo, estupro e extorsão
Divulgação
O policial militar Lucas de Sousa Mathias foi preso na manhã desta quarta-feira (4) dentro do 22º BPM (Maré), suspeito de extorsão, estupro e envolvimento com agiotagem, usou o celular da própria esposa para cobrar a vítima.
De acordo com as investigações, o PM foi até a casa da mulher para cobrar uma dívida inicial de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com ele e um comparsa.
De acordo com o delegado Cláudio Vieira, titular da 82ª DP (Maricá), o valor cobrado em janeiro deste ano já havia saltado para cerca de R$ 7 mil, em razão de juros abusivos.
“Ele ligou do telefone da própria mulher. Aí, foi o grande vacilo dele. Ligou e a gente comprovou que era ele, e identificamos que ele era policial militar, aonde ele era lotado”.
Segundo a polícia, depois de ter cometido os crimes de extorsão, ele ainda estuprou a vítima e roubou itens da residência dela.
Ao ser questionado sobre os episódios de extorsão, Lucas tentou atribuir as cobranças ao comparsa Davyd Novato Santana, também investigado por agiotagem. No entanto, o policial acabou confessando outros crimes graves.
“Ele admitiu que ele acompanhava o Davyd para fazer as cobranças, que não fazia nada, só acompanhava, mas foi ele que estuprou a menina e ainda fez uns cortes nas costas dela”, disse o delegado.
Na residência de Davyd, a polícia apreendeu armas, duas televisões pertencentes ao pai da vítima, que também teria sido ameaçado, além de um caderno com anotações relacionadas à prática de agiotagem. A Polícia Civil apura se a dupla fez outras vítimas na região.
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Em nota, a assessoria da PM informou, por meio da Corregedoria Geral da corporação, que o militar está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar do RJ e será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para as medidas cabíveis.
"O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", diz a nota.
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