Piracicaba suspende atendimento noturno em postos de saúde; profissionais serão demitidos ou realocados para UPAs
30/06/2026
(Foto: Reprodução) UBS do Piracicamirim em 2023
Prefeitura de Piracicaba/Secretaria de Saúde
O atendimento noturno em postos de saúde da rede de atenção básica de Piracicaba (SP) será suspenso a partir desta quarta-feira (1º).
Os profissionais que atuavam no período estendido serão demitidos ou realocados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), informou a Secretaria Municipal de Saúde à EPTV, afiliada da TV Globo.
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O serviço funcionava desde novembro de 2023 para atender a uma demanda reprimida em uma região que compreende 260 mil moradores. Com a mudança, a população volta a ser atendida apenas até as 17h.
Motivo da suspensão
Gustavo Aguiar, secretário de Saúde de Piracicaba
Prefeitura de Piracicaba/Reprodução
O secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar, afirmou que um estudo apontou baixa adesão dos pacientes no horário noturno e que a cidade registra um aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 155 pessoas internadas e cinco mortes em 2026. Isso justificaria a suspensão do serviço noturno.
"É uma realocação de esforço, né? A Prefeitura vai reforçar os atendimentos nas unidades de pronto atendimento para síndrome respiratória", explica o secretário.
Aguiar ressalta que, após o período sazonal destas doenças, a prefeitura fará novos estudos para avaliar a viabilidade de retomar o horário estendido.
Impacto na comunidade
UBS Piracicamirim, em Piracicaba
Edijan Del Santo/ EPTV
A região afetada pela mudança compreende cerca de 260 mil moradores. O serviço noturno contava com cerca de 20 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O secretário confirmou que alguns funcionários serão desligados, mas não informou se há um balanço oficial de demissões.
As unidades que tinham o atendimento estendido eram:
Novo Horizonte
Vila Rezende
Caxambu
Piracicamirim
Centro
Parque Piracicaba
Para os moradores, o fim do serviço prejudica quem depende da rede pública. "Tudo que você diminui do cidadão, subtraiu, complicou", afirma o aposentado Carlos Correia.
A cuidadora Silvia Prestes concorda: "Acredito que as pessoas que trabalham e que precisam do SUS, tem que estar funcionando pelo menos uma unidade do bairro".
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