PF investiga se Lulinha mantinha sociedade oculta com outros empresários para obter interesses privados em órgãos federais

  • 22/08/2026
(Foto: Reprodução)
PF investiga se filho mais velho do presidente Lula mantinha sociedade oculta com empresários A Polícia Federal investiga se Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula, mantinha uma sociedade oculta com outros dois empresários para obter interesses privados em órgãos do governo federal. A informação foi publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. A TV Globo também teve acesso ao material: a representação da Polícia Federal que levou à abertura de uma das investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O inquérito apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em uma tentativa de obter um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao SUS. O contrato nunca foi fechado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A polícia encontrou indícios de “aparente sociedade informal” entre Lulinha e os empresários Roberta Luchsinger e Fernando Bittar para interesses privados, usando relações pessoais privilegiadas. Bittar foi condenado em 2019 por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal anulou a condenação dois anos depois. Segundo a PF, a atuação deles pode ter ultrapassado limites éticos e legais porque "o modus operandi identificado não se restringia à defesa institucional de interesses ou à discussão de políticas públicas de caráter geral, mas a uma atuação voltada à facilitação da obtenção de contratos públicos, à promoção de alterações legislativas em benefício de interesses privados específicos e à realização de pagamentos a agentes públicos ocupantes de cargos de elevada hierarquia, com expectativa de obtenção de vantagens econômicas decorrentes dessas intervenções. PF investiga se Lulinha mantinha sociedade oculta com outros empresários para obter interesses privados em órgãos federais Jornal Nacional/ Reprodução A revista “Veja” também divulgou trechos do inquérito. Entre eles, uma conversa entre Roberta Luchsinger e o então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Na mensagem, Roberta afirmou: “Temos que colocar o Fábio em cima do Berge”. Fábio, segundo a Polícia Federal, é Lulinha. E Berge é o apelido de Swedenberger Barbosa, então número dois do Ministério da Saúde. Marcola respondeu: “Beleza”. O material revela detalhes da aproximação de Roberta Luchsinger com o ex-chefe de gabinete de Lula. Segundo a Polícia Federal, mensagens trocadas entre eles comprovam uma série de pagamentos para Marcola. A PF investiga se esses pagamentos têm relação com os interesses do grupo. Nos documentos, a PF afirmou que Marcola encaminhou diversos boletos para que Roberta pagasse e que, por vezes, durante essas interações, a empresária mencionou a necessidade de entrar em contato com o então secretário-executivo do Ministério da Saúde. A PF encontrou uma série de despesas pessoais de Marco Aurélio Santana Ribeiro pagas por Roberta Luchsinger: R$ 217 mil, com gastos em cartão de crédito, consórcio, financiamento bancário, compra de joias, boleto e PIX. Segundo a polícia, boa parte dos pagamentos ocorreu sem maiores tratativas entre os dois e no mesmo período das conversas sobre a venda de medicamentos ao Ministério da Saúde. Marcola já admitiu que recebeu os valores, mas disse que foi um empréstimo pessoal, pago com juros. Nesta sexta-feira (21), o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, atendeu a um pedido da defesa de Lulinha e abriu uma investigação sobre o vazamento de dados sigilosos, para apurar se funcionários públicos violaram o dever funcional de preservar as informações. O advogado de Fábio Luís Lula da Silva disse que setores da Polícia Federal extrapolaram limites éticos e legais por causa de interesses políticos e eleitorais; e que não há nos inquéritos nenhuma prova ou indício de desvio de dinheiro público. A defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro disse que não teve acesso à íntegra dos autos e que vazamentos seletivos têm o objetivo de distorcer fatos e interferir no processo eleitoral. Disse ainda que os valores mencionados na reportagem foram todos integralmente quitados, uma vez que são referentes a um empréstimo pessoal. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de Fernando Bittar, e não teve retorno da defesa de Roberta Luchsinger. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PF aponta que atuação de Lulinha e lobistas pode ter 'extrapolado limites éticos e legais' junto ao poder público Mensagens revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger mantinham núcleo de atuação e projetavam ganhos milionários com o poder público

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/08/21/pf-investiga-se-lulinha-mantinha-sociedade-oculta-com-outros-empresarios-para-obter-interesses-privados-em-orgaos-federais.ghtml


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