PF devolve credenciais de agente dos EUA que atua no Brasil

  • 28/04/2026
(Foto: Reprodução)
A Polícia Federal informou nesta terça-feira (28) ter devolvido as credenciais de trabalho do agente americano que atua na sede da PF em Brasília. O funcionário do governo dos Estados Unidos teve as credenciais retiradas na semana passada pelo princípio da reciprocidade. Segundo a PF, as credenciais foram devolvidas nesta segunda-feira (27). 🔎O princípio da reciprocidade estabelece que um Estado tende a tratar outro da mesma forma como é tratado por ele nas relações internacionais — evitando que apenas um lado se beneficie das regras. ➡️O fundamento foi adotado após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA divulgar que o governo Donald Trump ordenou que um delegado brasileiro que atuou no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país. Vídeos em alta no g1 Na semana passada, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou à GloboNews que dois funcionários norte-americanos foram alvo de medidas do governo brasileiro. "Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE”, disse Rodrigues. Sem as credenciais, o agente perdeu acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil. Um segundo norte-americano também foi alvo de medidas. O Itamaraty aplicou o princípio de reciprocidade a um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil. Michael Myers deixou o Brasil na última quarta-feira (23). Agente de imigração dos EUA que teve credencial cassada já deixou o Brasil Myers trabalhava junto à Polícia Federal na troca de informações desde 2024, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países. Relembre o caso No dia 20 de abril, os Estados Unidos pediram que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país. Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país. A TV Globo confirmou com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas norte-americano (ICE). Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, em uma missão junto ao ICE com duração de dois anos. PF cumpre mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudes no seguro DPVAT em Crateús, no Ceará. Polícia Federal/ Divulgação Entre as funções está a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos EUA. Em março de 2025, o governo publicou uma portaria que prorrogou a permanência dele na missão até agosto deste ano. O delegado já deixou os Estados Unidos e retornou ao Brasil. Dois dias depois, o diretor-geral da PF disse, em entrevista à GloboNews, que retirou as credenciais de trabalho de um funcionário do governo dos Estados Unidos, um agente de imigração, que atua na sede da PF em Brasília. Horas depois, o Ministério de Relações Exteriores publicou uma nota na qual afirmou que o governo de Donald Trump não seguiu a "boa prática diplomática" ao mandar embora do país um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida. Diante disso, o Itamaraty diz ter informado à embaixada americana que aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano. O funcionário deixou o país na quarta-feira (23).

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/28/pf-devolve-credenciais-de-agente-dos-eua-que-atua-no-brasil.ghtml


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