Petróleo despenca e Bolsas operam em queda após ultimato de Trump ao Irã
23/03/2026
(Foto: Reprodução) Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta segunda-feira (23). Depois de operaram com alta, as cotações da matéria-prima passaram a cair depois de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência do mercado mundial, recuava 6,13%, a US$ 99,89. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano de petróleo, tinha queda de 8,02%, a US$ 90,35.
As Bolsas de Seul e Tóquio, que operavam em alta antes da guerra, fecharam a segunda-feira com quedas acentuadas: o índice Nikkei de Tóquio perdeu 3,47%, enquanto o Kospi de Seul despencou 6,5%, em um mercado pressionado pelas importações de petróleo.
A Bolsa de Hong Kong recuou 3,5%, Xangai perdeu 3,6% e Sydney retrocedeu 0,7%.
O won, a moeda sul-coreana, registrou nesta segunda-feira a menor cotação em relação ao dólar desde 2009, abaixo de 1.510 wons por dólar.
Na Europa, as Bolsas abriram em baixa. Às 8h05 GMT (5h05 de Brasília), Paris perdia 1,44%, Londres, 1,46%, Milão 1,76% e Frankfurt 1,89%.
O conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, provocou uma forte oscilação nos mercados mundiais, em particular nas cotações de petróleo.
No fim de semana, Trump deu um ultimato de 48 horas ao Irã para que reabra o Estreito de Ormuz, com a ameaça de atacar as centrais de energia do país, o que impactou o mercado nesta segunda-feira.
"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA", ameaçou Trump em uma mensagem na rede Truth Social, indicando que atacará primeiro a maior delas.
O Irã respondeu que fechará completamente o estreito caso Trump concretize a ameaça.
*Com informações da AFP
Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio
Reuters