Pesquisadores testam tecnologia que torna mosquitos inférteis e reduz Aedes aegypti no Amapá
24/06/2026
(Foto: Reprodução) Aedes aegypti no Amapá
João Pantoja/Rede Amazônica
Pesquisadores do Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado (Iepa), em parceria com uma empresa privada, buscam testar no Amapá uma tecnologia que torna mosquitos Aedes aegypti inférteis. O objetivo é reduzir a população do inseto transmissor da dengue.
As larvas recebem um banho químico sem resíduos, que não prejudica o meio ambiente, animais ou pessoas. O processo gera mosquitos machos que vivem normalmente, mas não conseguem se reproduzir.
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Os ovos são recolhidos em armadilhas e os machos são soltos na natureza. Eles copulam com as fêmeas, mas os ovos não geram novos filhotes.
O pesquisador Alan Kardec, do Iepa, explica que o método é usado apenas em machos, já que eles não precisam de sangue humano para se alimentar.
“O mosquito macho não pica e não precisa de sangue para sobreviver. Mesmo solto no campo, não causa risco à população. Ele copula com a fêmea, mas, por estar estéril, os ovos não geram larvas”, disse Kardec.
Segundo os pesquisadores, em até quatro semanas já é possível observar redução gradativa. Após um mês, a queda na infestação é significativa.
A tecnologia já foi usada no Paraná, onde reduziu em 95% a população de mosquitos.
A diretora técnica Lisiane Pôncio afirma que o Amapá foi escolhido por ser referência em casos de dengue e malária.
“O Amapá concentra casos de dengue e malária. A ideia é trazer essa solução, que já mostrou eficiência, para reduzir o impacto das doenças. Queremos que o estado adote o método como forma de controle natural de vetores”, disse Lisiane.
Aedes aegypti no Amapá
João Pantoja/Rede Amazônica
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Nos próximos dias, o Iepa, a empresa privada e a Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) devem se reunir para alinhar estratégias e definir os próximos passos do estudo.
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