Pai de Gustavo demonstrou frieza ao ver vídeo do filho chorando para não ir visitá-lo, diz delegado

  • 28/09/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio O advogado Igor Veloso de Sousa, suspeito de matar o próprio filho, teria demonstrado frieza ao assistir, durante novo depoimento, a um vídeo em que Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, aparece chorando e se recusando a ir visitá-lo no fim de semana em que morreu. Segundo a Polícia Civil, essa foi a primeira vez que Igor teve contato com uma imagem do filho após 50 dias preso. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), após a conclusão do inquérito. O pai será indiciado pelos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Na mesma investigação, Kathellen Moreira, madrasta da criança, deverá responder por vicaricídio e fraude processual. Os dois seguem presos preventivamente desde o dia 4 de agosto. "O primeiro contato depois de 50 dias preso foi aquele vídeo. Se imaginava naquele momento algum sentimento de arrependimento e remorso. A reação dele após ver o vídeo foi "olha Doutor, tá vendo aí? Não caiu uma lágrima", e no meio do vídeo o menino (Gustavo) começa a chorar", relatou o delegado Eduardo Menezes. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O vídeo foi gravado pela mãe, antes de Gustavo ser levado para passar o fim de semana na casa do pai. Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Advogados da mãe afirmam que ela não poderia privar a criança da convivência com Igor para não caracterizar alienação parental, além de viver um contexto de violência e medo. Na gravação, a mãe pergunta o motivo da recusa de Gustavo: "Mãe: Por que você não gosta de ir no seu pai? Gustavo: Porque ele me bate" Gustavo Veloso Feitosa e Igor Gustavo Veloso de Sousa Reprodução O delegado também destacou a reação do pai no momento em que a gravação foi apresentada. "A resposta do investigado, ao ver o vídeo, foi de revolta. Em um ato extremamente espontâneo, ele sobe o tom e repreende o filho como se ele ainda estivesse vivo, ao invés de se emocionar e suplicar perdão", disse. A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva afirma que discorda das imputações e ressalta que o indiciamento não representa uma conclusão definitiva de culpa. Segundo os advogados, as responsabilidades devem ser individualizadas e baseadas em provas técnicas, e os fatos serão discutidos no momento adequado, com direito à ampla defesa (veja íntegra abaixo). LEIA MAIS Criança de 3 anos é encontrada morta dentro de casa em Palmas; polícia investiga o caso Pai e madrasta são indiciados pela morte do menino Gustavo; veja os crimes Madrasta é investigada por omissão na morte do menino Gustavo Veloso, diz delegado Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho: 'Eu te amo mais que tudo' Polícia Civil conclui inquérito sobre a morte de criança em Palmas (TO) e indicia pai e madrasta Stefani Cavalcante/g1 Relembre o crime O crime oconteceu na casa de Igor, em Palmas, no dia 2 de agosto de 2026. O pai procurou a polícia somente no dia seguinte, alegando que o menino teria sido vítima de afogamento. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual. Inicialmente, a Polícia Civil informou que os suspeitos responderiam por homicídio duplamente qualificado e tortura. Mas a tipificação do crime foi reformulada, conforme novas evidências encontradas, para incluir estupro de vulnerável e o vicaricídio. Segundo o delegado, Igor Veloso confirmou em depoimento que o filho pulou na piscina sem autorização e se afogou, mas foi resgatado por ele. Quando questionado, Gustavo teria dito que a mãe o autorizou a banhar na piscina. Essa situação teria irritado Igor e dado início às agressões contra a criança. A polícia acredita que as agressões que começaram na área externa continuaram no quarto do menino, levando-o à morte. Com relação ao crime de estupro, Igor teria negado veementemente a violência. "Ele tentou justificar que as lesões no ânus do menino teriam sido em razão das pancadas. Isso será rechaçado tecnicamente com a nova solicitação direcionada ao perito. A forma como as lesões são necessariamente causadas pela inserção de objetos", comentou o delegado. Ainda conforme o delegado, o laudo pericial confirmou que a criança estava viva no momento em que essas lesões foram provocadas, o que configuraria também crime de tortura. A fraude processual ocorreu após a morte de Gustavo. "Ficou claro que houve movimentação na cena do crime. Ajeitaram o corpo do menino para parecer que acordaram e encontraram ele morto. Essa alteração configura fraude processual", explicou Menezes. O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares. Eles estão presos desde 5 de agosto. A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves. Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses Íntegra da nota da defesa de Igor e Kathellen A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva informa que tomou conhecimento do indiciamento divulgado pela autoridade policial e analisará, com serenidade e responsabilidade, a íntegra do relatório final e os elementos utilizados para fundamentar suas conclusões. Embora respeite o trabalho desenvolvido durante a investigação, a defesa discorda das imputações formuladas e ressalta que o indiciamento constitui manifestação da autoridade policial no âmbito do inquérito, não representando juízo definitivo de culpa. Em uma investigação de elevada complexidade e repercussão, é indispensável que as condutas sejam rigorosamente individualizadas e que qualquer conclusão esteja amparada em provas técnicas seguras, sem presunções ou transferência automática de responsabilidade entre os investigados. As questões fáticas, jurídicas e periciais serão enfrentadas no momento e no foro adequados, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. A defesa reafirma sua confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no decorrer do processo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/09/28/pai-de-gustavo-demonstrou-frieza-ao-ver-video-do-filho-chorando-para-nao-ir-visita-lo-diz-delegado.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes