Operação mira associação de fachada usada para ameaçar famílias de presidiários no Amapá

  • 23/01/2026
(Foto: Reprodução)
Ação desarticula organização criminosa que controlava familiares de detentos A Polícia Civil do Amapá realizou nesta sexta-feira (23) a primeira fase da Operação Mordaça, que investiga um grupo acusado de criar a Associação de Familiares de Presos (ASADE) como fachada para atividades ilegais e para controlar parentes de detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Durante a ação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Macapá. Um homem condenado por homicídio qualificado, lesão corporal grave e furto qualificado foi preso. Ele estava foragido e tinha mais de 12 anos de pena a cumprir. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo o delegado Estéfano Santos, a associação foi criada para mapear familiares de presos e obrigá-los a participar de protestos contra medidas de segurança adotadas no Iapen, como restrição de visitas, controle de entrada de celulares e alimentos. A estratégia seria pressionar a administração da penitenciária para flexibilizar as regras. “Essas pessoas eram coagidas a participar de manifestações contra as novas regras do sistema prisional, como restrição de visitas e entrada de celulares e alimentos. O esquema tinha suporte logístico das facções, com transporte e alimentação, e era gerenciado por parentes de presos”, explicou Santos. De acordo com a investigação, quem se recusava a participar sofria represálias dentro da prisão. Presos eram punidos com tortura, privação de alimentação e falta de higiene básica. O esquema era coordenado por nove mulheres e um homem. Uma delas liderava o grupo, distribuía funções e ordenava punições. Em alguns casos, mulheres de detentos foram proibidas de visitar seus companheiros. “Houve ainda a proibição de visitas por parte desse grupo de mulheres. Proibiram outras mulheres de visitar os presos e aquelas que visitaram os presos foram espancadas dentro do sistema prisional e em represália por ter desobedecido a ordem desse grupo criminoso”, destacou o delegado. LEIA MAIS: 'Acordei com o barulho de explosão', conta vizinho de prédio atingido por incêndio em Macapá Policial penal é preso suspeito de negociar recebimento de drogas e armas no Amapá Policial em estágio probatório recebia até R$ 30 mil para levar drogas a presídio do AP, diz polícia As investigações começaram há cerca de dois meses, após denúncias anônimas de ameaças ligadas à associação. Entre os materiais apreendidos estão anotações sobre cobranças e organização interna do grupo. A operação foi coordenada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e novas fases devem ser realizadas. Operação Mordaça, em Macapá Polícia Civil/Divulgação Operação Mordaça, em Macapá Polícia Civil/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/01/23/operacao-mira-associacao-de-fachada-usada-para-ameacar-familias-de-presidiarios-no-amapa.ghtml


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