'O último passeio de metade da minha família': parente de colombianas mortas em queda de helicóptero posta homenagem
09/08/2026
(Foto: Reprodução) Quatro pessoas morrem em queda de helicóptero no Rio
“O último passeio de metade da minha família.” Foi assim que Victor Manrique, parente das três turistas colombianas mortas na queda de um helicóptero no Rio de Janeiro, se despediu de Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17.
As três eram, respectivamente, mãe, irmã e sobrinha do autor da publicação. Ele também faria o passeio de helicóptero pela cidade, mas estava previsto para embarcar no voo seguinte e, por isso, não estava na aeronave que caiu na manhã deste sábado (8), em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista.
“Obrigado, Deus, por permitir que minha família conhecesse o quanto este mundo é bonito e agora dar a elas a oportunidade de conhecer a beleza do paraíso”, escreveu, em espanhol.
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Reprodução redes sociais
Na publicação, ele compartilhou registros da viagem da família e se despediu das três: “Minha irmãzinha, minha mãe e minha sobrinha! Vou amá-las para sempre nesta vida e na outra.”
O colombiano também agradeceu o apoio recebido depois do acidente, tanto no Brasil quanto em seu país.
“Obrigado a todas as autoridades e pessoas que, de forma desinteressada, têm nos acompanhado neste lindo país, Brasil, e na Colômbia, e nos feito sentir o quanto elas eram queridas”, afirmou.
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Avó, mãe e filha
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A família estava no Rio em uma viagem para celebrar os 15 anos da filha de Victor, Laura, que também embarcaria com o pai no voo seguinte.
Rocio era mãe de Wendy, que, por sua vez, era mãe de Sofia. Assim, as três vítimas representavam três gerações da mesma família: avó, mãe e filha.
O helicóptero, um Robinson R44, fazia um passeio turístico pela cidade quando caiu na região da Vista Chinesa. Também morreu no acidente o piloto Alessandro Rocha, que deixou mulher e dois filhos.
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O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11. Os destroços foram encontrados em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. Após atingir a encosta, a aeronave explodiu e o combustível provocou um incêndio na vegetação. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.
Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da ação. Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a inclinação do terreno e a existência de áreas de precipício dificultaram o trabalho das equipes, que precisaram usar técnicas de corda e equipamentos de segurança.
O incêndio provocado pela queda foi controlado, e equipes da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionadas para os trabalhos de perícia e investigação das causas do acidente.