'O sentido da vida muda': como casais de mulheres realizam o sonho de serem mães juntas no interior de SP

  • 10/05/2026
(Foto: Reprodução)
'O sentido da vida muda': como casais de mulheres realizam o sonho de serem mães juntas O sonho da maternidade sempre foi uma certeza para essas mulheres, bem como a noção de que o amor é feito para transbordar. Elas sabem que a vida é mais leve e bonita quando compartilhada com quem tem essas mesmas certezas. O resultado desses sonhos é uma equação simples: um sorriso se transforma em dois e depois em três. Mas antes de realizar o sonho de ter filhos, elas viveram outras fases: se conheceram, se apaixonaram, se casaram e construíram a primeira parte dessa história. Uma casa para ser a morada deste amor. A gravidez compartilhada entre casais homoafetivos foi a forma que essas mulheres conquistaram o sonho de ser mães juntas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Dniffer Fonseca Lobo e Ana Marcela Lobo, ou melhor, as mamães “Di” e “Ma”, estão casadas há cinco anos. Marcelo, filho do casal, está com quatro anos de idade e nasceu da gestação compartilhada entre as duas mulheres. O método optado pelas mães permitiu que Dniffer desenvolvesse uma gestação com o óvulo de Marcela. Dniffer e Marcela Lobo são mães de Marcelo de quatro anos Redes Sociais / Reprodução A decisão pela Fecundação In Vitro (FIV) fez com que ambas participassem ativamente de todo o processo da maternidade, desde a fecundação até o nascimento do filho. “Nunca passou na minha cabeça que eu não seria mãe por estar com uma mulher. Eu queria muito gestar, mas também queria incluir a Marcela para além da criação”, conta Dniffer, que carregou Marcelo na barriga durante os nove meses. Marcela se lembra de quando ouviu pela primeira vez sobre as possibilidades da gestação compartilhada. Em suas consultas ginecológicas de rotina, o médico sempre deixou claro que a gravidez e a maternidade eram possíveis para ela e a esposa. As duas vivem juntas desde 2010, quando se conheceram no carnaval de Cerquilho (SP). Cinco anos depois, mudaram-se para Sorocaba (SP) e começaram a se desenvolver profissionalmente. Enquanto Dniffer se formava em enfermagem e Marcela como fonoaudióloga, o sonho da maternidade foi sendo adiado. Nesse tempo, o casal foi ouvindo os conselhos do médico e estudando as possibilidades da fecundação pela Recepção de Óvulos da Parceira (Ropa). Esse método de reprodução assistida conta com a etapa de estimulação dos óvulos da mulher, a fertilização em laboratório e a transferência do embrião para o útero de quem irá gestar. Todo esse procedimento pode chegar a valores próximos a R$ 30 mil. Segundo o ginecologista Cristian Cornejo Lopez, este método é muito difundido entre casais homoafetivos. "Usamos o óvulo de uma das parceiras para a fertilização, mas usamos a outra parceira para a gestação. Assim, uma é mãe genética e a outra é mãe de gestação. Super usado (se não tiverem contraindicações). O esperma sempre vem do banco de semen", explica. Casal de mulheres optam por gestação compartilhada para realizar sonho da maternidade Redes Sociais / Reprodução A família Lobo tem um perfil nas redes sociais com mais de 10 mil seguidores, onde compartilha a rotina e conta sobre a maternidade compartilhada. A página é um meio para os registros da infância de Marcelo e da realidade das "mamães de primeira viagem". Por lá, o diálogo é motivado justamente pela troca de informações com quem também tem o sonho e as mesmas inseguranças que um dia elas tiveram. “Independente se é um casal homoafetivo ou não, muitas mulheres vêm nos perguntar sobre os métodos reprodutivos, porque todo mundo tem dúvida”, diz Ana Marcela. ❤️ Maternidade e amizade compartilhada Débora Osaki e Lilian Arantes montaram um grupo de mães para dividir as histórias das famílias homoafetivas de Sorocaba. A comunidade surgiu por acaso, enquanto o casal comprava o enxoval do filho Benício, em 2022, e por coincidência, encontraram outro casal de mulheres na mesma loja. "A partir dali começamos a conversar e entender a importância do convívio entre as nossas famílias, para criar neles um senso de pertencimento. E pra nós, troca de experiências, fortalecimento e apoio emocional", lembra Débora. Débora e Lilian tiveram um filho através do método ROPA, com gestação compartilhada Débora Osaki / Arquivo pessoal O casal que tanto planejou a chegada do primeiro filho ao longo dos 23 anos de relacionamento descobriu, logo no nascimento do Benício, que a maternidade é uma caixinha de surpresas: o bebê nasceu na mesma data que a mãe Lilian. O aniversário compartilhado é, para Lilian, apenas um detalhe dentro do imenso universo de emoções que ela vive desde o dia em que souberam que a fertilização havia funcionado. "Eu me lembro da gente abrindo o resultado do exame e, naquele momento que a gente pega o resultado, vira uma chave dentro da gente, de entender que o sentido da sua vida não passa mais a ser você, é o seu filho. É um amor que não cabe dentro da gente, é difícil explicar", diz. Débora e Lilian se conheceram na adolescência e se tiveram um filho depois de 20 anos de relacionamento Débora Osaki / Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/05/10/o-sentido-da-vida-muda-como-casais-de-mulheres-realizam-o-sonho-de-serem-maes-juntas-no-interior-de-sp.ghtml


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