O que se sabe sobre a negociação de participações de irmãos de Toffoli em resort no Paraná

  • 23/01/2026
(Foto: Reprodução)
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concentrou as ações no caso do Banco Master após puxar para sua relatoria, em dezembro de 2025, todas as investigações do tema em todas as instâncias da Justiça. Desde então, medidas tomadas por Toffoli no caso, consideradas incomuns, geraram críticas no mundo político e jurídico. Além disso, nos últimos dias, foi revelado que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro em um resort na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná. A transação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo. Veja abaixo o que se sabe até agora: Primeiro, o que é o caso Master? A Polícia Federal investiga, na Operação Compliance Zero, suspeitas de operações financeiras ilegais do Banco Master. Uma das principais irregularidades apontadas pela PF é que o banco emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro. Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte do dinheiro dos CDBs em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno. O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso na operação. Depois, foi solto pelo TRF-1, mas sob a condição de usar tornozeleira eletrônica e comparecer periodicamente à Justiça, enquanto durarem as investigações. O resort no Paraná e os irmãos de Toffoli O resort em questão se chama Tayayá. José Carlos e José Eugênio — irmãos de Toffoli — foram sócios do empreendimento entre dezembro 2020 e fevereiro de 2025. A participação deles se deu assim: José Carlos e José Eugênio adquiriram suas cotas no Tayayá por meio da Maridt Participações, uma empresa deles dois, que foi registrada na Receita Federal com um capital social de R$ 150. Os negócios foram feitos com as empresa Tayayá e DGEP Empreendimentos, ambas integrantes da estrutura do resort, e ambas fundadas pelo primo de Toffoli, Mario Umberto Degani. Na Junta Comercial do Paraná, consta apenas que houve a compra das cotas no Tayayá. Não consta o valor que os irmãos de Toffoli pagaram. Em um dos casos, a aquisição de cotas da DGEP, o registro na junta informa que a operação se deu por "compensação de crédito detido por ela [Maridt Participações] contra a Sociedade [do resort]". Ou seja, é como se o resort tivesse, na ocasião, créditos com a Maridt, que foram compensados por meio da participação no empreendimento. Onde entra a ligação com o caso Master A Reag é uma operadora de fundos investigados no caso Master. As autoridades suspeitam que ela e o Banco Master montaram um esquema de operações combinadas que circularam dinheiro entre fundos previamente organizados para dar lucro artificialmente. Em agosto do ano passado, a Reag também foi alvo de busca e apreensão em uma mega operação — a Carbono Oculto — contra o crime organizado, que mirou o esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC. A Reag usou um fundo — chamado Arleen — para comprar dos irmãos de Toffoli participação na Tayayá e na DGEP. O fundo Arleen não é investigados pela Carbono Oculto e também não é citado nas investigações sobre o Banco Master. Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao todo, o fundo Arleen investiu R$ 20 milhões na Tayayá e a na DGEP Empreendimentos. O Arleen comprou parte as cotas dos irmãos de Toffoli no resort em setembro de 2021. Nesse negócio, o fundo Arleen pagou mais de R$ 3 três milhões por metade da participação dos irmãos nas empresas. Como o valor que os irmão pagaram em sua participação não consta nos documentos da Junta Comercial, não é possível saber se eles obtiveram lucro. Os irmãos ainda ficaram com uma fração de participação no resort. Assim, o fundo Arleen e a família Toffoli permaneceram como sócios do Tayayá de setembro de 2021 até o ano passado. A família Toffoli vendeu a participação na sociedade em fevereiro de 2025.O fundo Arleen deixou a sociedade em julho de 2025. O ministro Dias Toffoli, do STF Reprodução/TV Globo Cunhada de Toffoli mora no endereço que seria da empresa O endereço da Maridt, empresa dos irmãos do ministro, que consta na Junta Comercial de São Paulo, é o da casa de José Eugênio Toffoli. O "Estado de S. Paulo" foi até o local e comprovou que ele ainda mora lá com a esposa. Cássia Pires Toffoli disse ao jornal que nunca soube que a casa foi sede da Maridt e que não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort. "Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa. Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na junta comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da maridt) aqui. Aqui é onde eu moro", ela afirmou no vídeo. Seguranças pagos pelo STF Nesta quinta-feira (22), reportagem do jornal "O Globo" revelou que o STF pagou 128 dias de diárias a seguranças em viagens durante feriados, finais de semana estendidos e recesso do Judiciário para a região onde fica o resort Tayahá, entre 2022 e 2025. O custo total das diárias foi de R$ 460 mil. Em geral, ministros do Supremo viajam acompanhados de segurança. Decisões de Toffoli Entre decisões de Toffoli que geraram polêmica no caso Master estão: restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/23/o-que-se-sabe-sobre-a-negociacao-de-participacoes-de-irmaos-de-toffoli-em-resort-no-parana.ghtml


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