O que dizem presidenciáveis sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

  • 29/05/2026
(Foto: Reprodução)
Governo Trump classifica PCC e CV como organizações terroristas internacionais O anúncio do governo dos Estados Unidos de que vai classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas provocou reações de presidenciáveis nesta quinta-feira (28). A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o governo americano, as facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 A primeira classificação, que designa as facções como terroristas globais, tem efeito imediato. Já a inclusão na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho. O anúncio foi feito dois dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo Flávio, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. 🎧 O ASSUNTO: O encontro entre Flávio e Trump e os interesses americanos na eleição brasileira Três semanas antes do anúncio, Lula se reuniu com Trump na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente brasileiro relatou à época, a possível classificação de facções brasileiras como organizações terroristas não foi discutida diretamente no encontro. De acordo com Lula, apesar de o tema não ter sido tratado de forma direta, o Brasil deixou claro que pretende intensificar o combate ao crime organizado e se dispôs a ajudar na criação de um grupo de trabalho internacional sobre o tema. Classificação dos EUA sobre CV e PCC pode ameaçar soberania e impactar empresas brasileiras, explicam especialistas em segurança pública Veja o que dizem presidenciáveis sobre a decisão: Lula (PT) O presidente Lula (PT) não havia se manifestado publicamente sobre o tema até a publicação desta reportagem. Uma fonte ouvida pelo repórter Guilherme Balza, da GloboNews, afirmou que o governo brasileiro não foi avisado da medida. O blog da Julia Duailibi apurou que Lula deve explorar o temor de uma invasão americana no Brasil, como as que ocorreram na Venezuela e no México, para reagir à decisão do governo Trump sobre o PCC e o CV. Já segundo apuração do blog do Valdo Cruz, Lula vai defender a soberania nacional e avalia um contato direto com Trump. O Planalto também quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado. Flávio Bolsonaro (PL) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais em que atribuiu a si a decisão dos Estados Unidos e criticou Lula. Flávio disse que Lula “foi de joelhos atrás do Trump fazer lobby a favor de CV e PCC” e que ele foi “trabalhar para que eles fossem tratados como terroristas”. “Um em cada quatro brasileiros mora em áreas dominadas por esse Estado terrorista, ou seja, não possui soberania nem dentro das suas próprias casas”, disse. O senador também agradeceu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio. “Agradeço ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por atenderem rapidamente ao meu pedido em nome do povo brasileiro”, afirmou. Ronaldo Caiado (PSD) O governador de Goiás e pré-candidato, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou nas redes sociais e criticou Lula. “Vocês viram, gente, o governo americano acaba de classificar como terroristas as organizações criminosas do PCC e do Comando Vermelho. E o Lula os classifica como vítimas dos usuários de drogas”, disse. Caiado afirmou que sua “única frustração” foi não ter chegado à Presidência da República para tomar a iniciativa. “A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa, que pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado realmente não teria espaço para corrupto e muito menos para faccionado no território brasileiro”, declarou. Romeu Zema (Novo) O governador de Minas Gerais e pré-candidato, Romeu Zema (Novo), afirmou que PCC e Comando Vermelho são “facções terroristas” e disse que o governo americano reconheceu algo que, segundo ele, o governo Lula não fez. “O PCC e Comando Vermelho são facções terroristas. Precisou o governo americano reconhecer isso em vez do governo Lula e do PT. Uma vergonha”, afirmou. Zema também criticou o argumento de que a classificação das facções como terroristas poderia ameaçar a soberania do Brasil. “O PT diz que tratar facção como terrorismo ameaça a soberania do Brasil. Que isso facilita uma intervenção americana no Brasil. Peraí, como assim? Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho”, disse. O governador afirmou ainda que a colaboração americana é “muito bem-vinda” e elogiou Flávio Bolsonaro. “A colaboração americana é muito bem-vinda e o Flávio foi capaz de fazer aquilo que o Lula já deveria ter feito há muito tempo”, declarou. Renan Santos (Missão) O pré-candidato fez um post no X (antigo Twitter) sobre a decisão dos Estados Unidos. “Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais”, escreveu. Como a decisão dos EUA contra PCC e CV impacta as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/05/29/o-que-dizem-presidenciaveis-sobre-a-decisao-dos-eua-de-classificar-pcc-e-cv-como-terroristas.ghtml


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