O impacto de 100 toneladas de lixo deixadas após o Réveillon em João Pessoa
20/01/2026
(Foto: Reprodução) EMLUR realizando a limpeza na orla pós festas
Divulgação/Prefeitura João Pessoa
Réveillon na orla e as marcas ambientais
A festa de Réveillon na orla de João Pessoa atrai milhares de pessoas todos os anos, seja moradores locais, turistas ou visitantes, para celebrar a chegada do novo ano à beira-mar. Porém, o brilho da festa traz consigo um desafio: o grande volume de resíduos gerados durante as celebrações.
Já nas primeiras horas de 1º de janeiro de 2026, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) iniciou uma intensa operação de varrição, catação e coleta. Ao final da ação, equipes espalhadas por toda a extensão da orla recolheram aproximadamente 100 toneladas de resíduos descartados durante a virada.
O que o lixo da festa faz com o meio ambiente
Cada item descartado incorretamente pode causar impactos duradouros no ambiente e na sociedade, especialmente quando termina na areia ou no mar.
Quando o lixo é deixado na praia, mesmo que pareça “sumir” após a limpeza visual, muitos materiais continuam no ambiente por décadas ou séculos, interferindo diretamente nos ecossistemas, na vida marinha e na saúde pública.
Quanto tempo os resíduos levam para sumir? (exemplos comuns)
Bituca de cigarro — até 10 anos
Canudo de plástico — até 200 anos
Sacola plástica — 100 a 400 anos
Latinha de alumínio — 200 a 500 anos
Garrafa PET — até 450 anos
Isopor (espuma plástica) — mais de 500 anos
Papel e restos orgânicos — de meses a poucos anos
Esses tempos estimados mostram como resíduos aparentemente pequenos ou “inofensivos” acumulam-se no meio ambiente e persistem por longos períodos, contribuindo para a poluição dos solos, praias e oceanos. A presença desses materiais pode afetar diretamente a cadeia alimentar marinha, prejudicar espécies aquáticas e tornar a areia e a água menos seguras para o uso humano.
Impactos na sociedade e no cotidiano
O descarte inadequado de resíduos não afeta apenas o ambiente natural. Ele tem desdobramentos sociais importantes:
Riscos à saúde pública, quando resíduos contaminados ou perigosos entram em contato com pessoas na praia.
Custo alto de limpeza urbana, tanto em horas de trabalho quanto em recursos.
Danos à economia local, especialmente ao turismo, quando a praia perde atratividade por poluição.
Comprometimento da vida marinha e dos alimentos provenientes do mar.
Esses efeitos reforçam a necessidade de que a celebração e o cuidado ambiental caminhem lado a lado, com cada cidadão sendo parte ativa da solução.
Praia Viva 2025
Joe Borges
Praia Viva e o papel da conscientização
Iniciativas como o Praia Viva, da Rede Paraíba, têm um papel essencial nesse cenário. O projeto atua promovendo ações de conscientização ambiental, educação e mobilização social voltadas para o cuidado das praias e modelando comportamentos que reduzam significativamente o desperdício e o descarte irregular de lixo.
Nas edições anteriores, o Praia Viva já reuniu moradores, parceiros institucionais e empresas da sociedade civil em atividades educativas e mutirões de limpeza que vão além da limpeza física, estimularam uma mudança de atitude e comportamento no cotidiano das pessoas. A parceria com a Prefeitura Municipal de João Pessoa e com a Emlur fortalece essas ações, alinhando a educação ambiental às operações de limpeza urbana, cooperação que se reflete diretamente na redução de impactos ambientais e sociais.
Confira o cronograma das ativações 2026:
17 de janeiro, das 9h às 12h – Busto de Tamandaré
24 de janeiro, das 9h às 12h – Praia do Bessa (próximo ao Goa Shantti)
31 de janeiro, das 16h às 19h – Praia de Tambaú (próximo ao Centro Turístico)
7 de fevereiro, das 9h às 12h – Busto de Tamandaré